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    Alcorão Sagrado (Livros que mudaram o mundo #19) -

    Maomé- Muhammad

    Folha de S. Paulo
    2010
    704 páginas
    23h 28m
    ISBN-13: 9788563270405
    Português Brasileiro
    4.2
    9 avaliações
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    “Lê, em nome do teu Senhor, Que Criou; Criou o homem (...)”. (96ª Surata, versículos 1-2) Considerado a principal fonte do Islã, o Alcorão é um livro sagrado que funciona como elo entre vários povos adeptos dessa religião monoteísta. “Por certo nós vos criamos de um homem e de uma mulher e vos fizemos nações e tribos para que vos conheçais uns aos outros”, exorta o Alcorão. Composto de 114 capítulos, denominados suratas, com um número variado de versículos, somando 6.236 ao todo, o Alcorão foi escrito em árabe, e todo muçulmano, independentemente de sua nacionalidade, deve fazer suas orações nesse idioma. A palavra Alcorão vem de Al-qurán, que significa “a recitação”, “a leitura”; a primeira palavra revelada foi justamente "Lê" (Iqra’), que demonstra o apreço islâmico pela busca do conhecimento.

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    Leandro Bonizi27/02/2023Resenhou um livro
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    Visão de alguém que teve criação cristã

    Maomé nasceu na cidade de Meca, por volta de 570. Em 610, aos 40 anos, começou a afirmar que recebia revelações de Deus. Numa aparição, o anjo Gabriel teria dito a ele: "Há um só deus, Alá, e um só profeta, Maomé". Em 622, sentindo que Maomé representava um perigo, os coraixitas mandaram assassiná-lo. Porém, avisado a tempo, fugiu para Yatreb, onde sua crença já possuía adeptos. Esse acontecimento ficou conhecido como Hégira e marca o início do calendário muçulmano. Quando o número de seguidores tornou-se grande, Maomé tomou Meca e destruiu os ídolos da Caaba. Os coraixitas que resistiram foram mortos. Esse ano — 630 — ficou definido como o ano da fundação do islamismo. O Corão é referido diversas veezes como Livro Lúcido e Livro Luminoso. Alguns versículos foram revelados em Makka e outros em Madina, um em Hégira e um em Mina. O Corão é composto por Suratas, e essas, por versículos. Suponho que o Corão seja para ser lido uma surata por vez, para fixar na memória, pois há muitas coisas repetidas, principalmente aos adjetivos de Deus que se repetem. Segue so que separei: Clemente, Misericordioso, Prudentíssimo, Severíssimo em seu castigo, Ouvniouvinte, Onividente, Indugentíssimo, Sapientíssimo, Onisciente. Laudabilíssimo, Poderosíssimo. Munificente, Indulgente, Expedito, Poderoso, Tolerante, Compensador, Irrestibilíssimo, Justiceiro, Remissório do pecado, Onímodo, Inquebrantabilíssimo, Amabilíssimo, Fortíssimo, Honrabilíssimo, Onifeitor, Opulento, Retribuidor. Na Surata 59ª versículo 23 dá mais adjetivos: "[...] Soberano, Augusto, Pacífico, Salvador, Zeloso, Poderoso, compulsor, Supremo! [...]" Há uma pequena diferença entre o Deus islâmico e o cristão. No Corão, Adão foi criado primeiro da água, depois do barro, depois pelo sêmen de Deus. Pareceu-me dedicar tempo demais do dia para rezar: (73ª Surata, versículos 2, 3 e 4): "Levanta-te à noite (para rezar), porém não durante toda a noite. A metade dela ou pouco menos. Ou um pouco mais, e recita fervorosamente o Alcorão" A história e os personagens são muito parecidos com os da Bíblia. O Corão fala de Moisés, Noé, Isaac, Jacó, Jonas, Salomão, Abraâo, José, Jesus. Além do profeta Mohhamad há apenas mensageiros, e acredito que Jesus seja mais um dos moensageiros. Diferente do que ocorre na Bíblia, Adão é perdoado (Surata 2ª versículo 37), e Deus ordenou que todos se prostrassem ante ele, mas Lúcifer não o fez, argumentando: "Sou superior a ele; mim criaste do fogo, e a ele do barro". Quanto a Jesus, não é o filho de Deus, pois Deus não teve filho algum nem parceiros na sua soberania (17ª Suratra, versículo 111).E também: (112ª Surata. versículo 3) Deus "Jamais gerou e foi gerado!". Há outras semelhanças com o Deus cristão: (22ª Surata, versículo 47: "[...] porque um dia, para o teu Senhor, é como mil anos, dos que contais". Na Bíblia diz: "[...] para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia" (2ª Pedro, Capítulo 3, versículo 8". (2ª Surata versículo 226) Fala que uma eposa divorciada só poderá casar com um homem divorciado. E eu já ouvi falar que só homens podem trair, mas o Corão condena tanto homens e mulheres pelo adultério (4ª Surata, versículo 16). Do mesmo modo, Versículo 3:"O adúltero não poderá casar-se, senão com uma adúltera ou uma idólatra [...]". Do mesmo modo, (24ª Surata versículo 3): "O adúltero não poderá casar-se, senão com uma adúltera ou uma idólatra [...]" A visão após a morte é diferente da Bíblia. No Corãoo repete várias vezes que o inferno é o fogo eterno, em alguns versículos dá mais detalhes: (14ª Surata — Abraão, Versículo 49 e 50): "Verá os pecadores, nesse dia, cingidos por correntes. As suas roupas serão de alcatrão, e o fogo envolverá os seus rostos". E ainda (22ª Surata, versículo 21): "E adição, haverá clavas de ferro (para o castigo). Também (34ª Surata versículo 34: "[...] E carregaremos de pesadas argolas os pescoços dos incrédulos. [...]". (44ª Surata, versículo 43 e 44): "Sabei que a árvore de zacum Será o alimento do pecador." (Surata 88ª Versículo 5 e 6): sobre o castigo: "Ser-lhes-á dado a beber de um manacial fervente; Não terão, por alimento, nada além de frutos amargos e espinhosos". Diferente da Bíblia, que fala que os mortos simplesmente deixam de existir: “Os viventes estão cônscios de que morrerão; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.” (Eclesiastes 9:5; Salmo 146:4). Também: (Romanos 6:7): “Pois quem morreu foi absolvido do seu pecado.”, se foram absolvidos não terão castigo após a morte. Para os fiéis, repete várias vezes como jardins abaixo dos quais correm rios subterrâneos, mas alguns versículos dão mais detalhes: 18ª Surata, Versículo 31: "Obterão os jardins do Éden, abaixo dos quais correm os rios, onde usarão braceletes de ouro, vestirão roupas verdes de tafetá e brocado, e repousarão sobre tronos elevados. [...]". E mais na 22ª Surata: "[...] onde serão enfeitados com pulseiras de ouro e pérola, e suas vestimentas serão de seda". E mais: No paraíso os fiéis também terão palácio (25ª Surata, versículo 10: "No paraíso os fiéis também terão palácio.", e mais: (37ª Surata, versículos 45 a 47): "Ser-lhes-à servido, em um cálice, um néctar, Cristalino e delicioso, para aqueles que o bebem, o qual não os entorpecerá nem os intoxicará", isso me remeteu à bebida da imortalidade dos deuses da mitologia grega. (44ª Surata, Versículo 51 a 54): "Todavia, os tementes estarão em lugar seguro, Entre jardins e mananciais. Vestir-se-ão de tafetá e brocado, recostados frente a frente. Assim será! E os casaremos com huris de maravilhosos olhos". (47ª Surata, versículo 15: "Eis aqui uma descrição do Praíso, que foi prometido aos tementes: Lá há rios de água impoluível; rios de leite de sabor inalterável; rios de vinho deleitante para os que o bebem; e rios de mel purificado; ali terão toda a classe de frutos". Haverá dois jardins para os fiéis, cada um com uma fonte (55ª Surata, versículos 46 e 50), surata 55ª versículo 64 "Estarão reclinados sobre almofadas forradas de crocado [...]". (56ª Surata: Versículo 18) (Sobre o paraíso): Com taças, jarras, e ânforas, cheias de néctares (provindos dos manaciais celestes). (83º Surata, Versículos 25 e 26): "Ser-lhes-á dado a beber um néctar (de um frasco) lacrado, Cujo lacre será de almíscar." Por fim, o apocalipse: 75ª (Surata, versículo 6 a 9): "Perguntam: Quando acontecerá o Dia da Ressurreição? (Responde-lhes): Quando vos forem deslumbradas as vistas, E se eclipsar a lua, E o sol e a lua se juntarem".

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    Maomé- Muhammad profile picture

    Maomé- Muhammad

    Maomé (em árabe: ? مُحَمَّد, transl. Muḥammad ou Moḥammed; Meca, ca. 6 de Abril de 570 — Medina, 8 de Junho de 632) foi um líder religioso e político árabe. Segundo a religião islâmica, Maomé é o mais recente e último profeta do Deus de Abraão. Para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica. Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim, um ser humano; contudo, entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos.[carece de fontes] Nascido em Meca, Maomé foi durante a primeira parte da sua vida um mercador que realizou extensas viagens no contexto do seu trabalho. Tinha por hábito retirar-se para orar e meditar nos montes perto de Meca. Os muçulmanos acreditam que em 610, quando Maomé tinha quarenta anos, enquanto realizava um desses retiros espirituais numa das cavernas do Monte Hira, foi visitado pelo anjo Gabriel que lhe ordenou que recitasse uns versos enviados por Deus, e comunicou que Deus o havia escolhido como o último profeta enviado à humanidade. Maomé deu ouvidos à mensagem do anjo e, após sua morte, estes versos foram reunidos e integrados no Alcorão, durante o califado de Abu Bakr. Maomé não rejeitou completamente o judaísmo e o cristianismo, duas religiões monoteístas já conhecidas pelos árabes. Em vez disso, informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido corrompidos e esquecidos. Muitos habitantes de Meca rejeitaram a sua mensagem e começaram a persegui-lo, bem como aos seus seguidores. Em 622 Maomé foi obrigado a abandonar Meca, numa migração conhecida como a Hégira (Hijra), tendo se mudado para Yathrib (atual Medina). Nesta cidade, Maomé tornou-se o chefe da primeira comunidade muçulmana. Seguiram-se uns anos de batalhas entre os habitantes de Meca e Medina, que se saldaram em geral na vitória de Maomé e dos seguidores. A organização militar criada durante estas batalhas foi usada para derrotar as tribos da Arábia. Por altura da sua morte, Maomé tinha unificado praticamente todo o território sob o signo de uma nova religião, o islão.

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