Mesmo tendo sido escrito no século XVII, o Livro dos Cinco Anéis passou a ser uma referência para os homens de negócios do Japão. Divulgado no Ocidente há poucos anos, é considerado um dos melhores guias de estratégias de negócios. Depois de ter sido devastado durante a Segunda Guerra Mundial o Japão conseguiu se reerguer e ressurgir como uma potência mundial. O que muitas vezes no Ocidente foi interpretado como um "milagre japonês" nada mais foi do que muito trabalho e dedicação. Tudo inspirado nas crenças e convicções de seu povo nos valores budistas e principalmente na disciplina aprendida de mestres antepassados como o grande samurai Miyamoto Musashi. Os conceitos contidos em "O Livro dos Cinco Anéis" foram alguns dos motores que impulsionaram o renascimento do Japão pós-guerra. As estratégias ensinadas no livro não são exclusivas do combate com espada e podem ser aplicadas em qualquer atividade ou ofício. Os empresários japoneses sabem disso e aproveitam habilmente seus ensinamentos. No livro que é inspirado nos cinco elementos fundamentais da cultura budista de origem chinesa: a terra a água o fogo o vento e o vazio o próprio Musashi pede que se reflita profundamente sobre suas palavras pois por de trás de cada uma delas encondem-se ensinamentos que devem ser descobertos por quem o está lendo.
O Livro dos Cinco Anéis - O Verdadeiro Sentido da Estratégia
Miyamoto Musashi
A Arte do Guerreiro Japonês
Se você deseja aprender técnicas de luta samurai, ou compreende que a história é feita de arquétipos da vida real, com atmosferas distintas, e quer aprender técnicas de sobrevivência em batalhas com espada (ou na vida quem sabe), O Livro dos Cinco Anéis de Miyamoto Musashi é o livro indica. Escrito em 1645 esse livro é um retrato da sociedade japonesa do final do século XVI e Inicio do século XVII. Nascido em 1580 no Japão, Miyamoto Musashi viveu um período inédito até então no Japão, com a centralização do poder na mão de um grupo político, grandes expurgos, convulsões sociais que abalaram as estruturas políticas “quase feudais” do país, e classes sociais muito bem dividas em uma estrutura social rígida formavam o panorama da época. Miyamoto foi um grande guerreiro samurai com fama em sua época, muito embora se saiba que no final do século XVI os próprios samurais foram expurgados com a acessão do shogunato Tokugawa e a perca do poder dos “feudos locais” e aparelhamento do imperador, que passou apenas ter poder simbólico. O relato de Miyamoto representa os aspectos da vida de um samurai que anda errante (ronin) Quando os grandes exércitos provinciais foram gradualmente desmantelados, muitos samurais passaram a vagar pelo país, desempregados pela era de paz que se iniciava. Ainda havia alguns samurais junto aos Tokugawa e aos senhores provinciais, porém em pequena quantidade. As hordas de samurais sem ter o que fazer se viram de um momento para o outro, numa sociedade regida inteiramente pelas antigas regras de cavalheirismo e fidalguia que lhes eram tão caras, mas onde, ao mesmo tempo, não havia mais lugar para guerreiros. Os samurais tornaram-se, assim, uma classe invertida, mantendo vivos os antigos ideais de conduta pela devoção às artes militares, com um fervor que só os japoneses são capazes. Foi a essa época que floresceu o Kendô. Kendô, ou o Caminho da Espada, sempre fora sinônimo de nobreza no Japão. O livro prega técnicas de luta através do método da escola de esgrima Ichi. O método pelo qual o autor se expressa se chama “Caminho da Estratégia” que fará com que o guerreiro seja guiado ao “Espírito Verdadeiro”. Dividido em cinco livros (anéis) esse livro mostra através dos conceitos de Terra, Água, Fogo, Tradição (vento) e Nada toda uma gama de técnicas de luta com espadas samurais. A intenção é treinar muito para “Conhecer o Momento”, avaliar as situações com calma e determinação, estudar o inimigo nos mínimos movimentos e detalhes, e aplicar a melhor estratégia para vencer seu oponente de batalha. Em termos linguísticos o livro não trás grandes coisas. há uma grande repetição de palavras, frases como: “aprenda isto” ou “fique atento isso”, não ajudam muito o livro a ter atrativos. Em termos literários esse livro se encaixa na ideia de interpretação que você dá. É tipo uma “Arte da Guerra” japonesa que pode (e é) ser utilizado em ambientes corporativos como instrumento para entender e montar técnicas de trabalho, ou entender o mercado competitivo. É bem difícil categorizar esse tipo de narrativa. Ler ou não ler? Acho que cabe o leitor medir a situação. Obviamente o livro é recheado de vícios de linguagem de época, mas tem seu valor se não olharmos literalmente. Há sempre novas interpretações, e que eu saiba não somos parte de uma sociedade samurai (rsrsrs).
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