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    Contos pátrios -

    Coelho Netto

    Garnier
    2001
    137 páginas
    4h 34m
    ISBN-10: 857175070X
    Português Brasileiro
    3.7
    19 avaliações
    Leram26Lendo10Querem45Relendo1Abandonos1Resenhas4
    Favoritos2Desejados45Avaliaram19

    Contos Pátrios é um livro de Olavo Bilac e Coelho Neto que contém 23. capítulos. Foi publicado primeiramente no ano de 1904, como livro para crianças e foi utilizado em escolas primárias. Trata-se de um livro de educação moral e cívica.

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    Lincoln R Cardoso27/01/2021Resenhou um livro
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    O primeiro livro para brasileirinhos

    Contos pátrios tem um valor simbólico por ser uma das primeiras obras da literatura infantojuvenil brasileira, nascendo de uma tradição inexistente. O nome transmite a ideia central do livro, que foi utilizado nas escolas primárias para educação moral e cívica. Ele traz pequenos contos, com enredos diversos, mas uma temática comum: o Brasil e o brasileiro. Assemelham-se às fábulas, são moralizantes, pedagógicos, e prometem prêmios para as virtudes e castigos para os vícios. Na obra, há a exaltação da bandeira e da nação, pela qual todos os homens aceitariam morrer de bom grado. A referência à guerra e aos “heróis” dela é recorrente. Há a naturalização dos pobres que trabalham duro até morrer, gratos e impassíveis diante da injustiça social. Enquanto o homem branco, rico e educado é retratado como um bom patrão. A relação de dominação exercida pelos ricos não é conflitante, pois os pobres se dão por satisfeitos cultivando virtudes. O Brasil rural está bastante presente. E o bem sempre vence o mal. Essa obra é uma fonte rica para a exercitar a leitura crítica, e para conhecer os valores estrategicamente priorizados no início do século passado (1904) e pregados até hoje.

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    Henrique Maximiano Coelho Neto profile picture

    Henrique Maximiano Coelho Neto

    Foi um escritor (cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo), político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2. Foi considerado o "Príncipe dos Prosadores Brasileiros", numa votação realizada em 1928 pela revista 'O Malho'. Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário. Nas palavras de Arnaldo Niskier: "A vitória do modernismo se fez como se houvesse necessidade de abater um grande inimigo, no caso, Coelho Neto".

    30 Livros
    15 Seguidores
    Maranhão, Brasil

    Henrique Maximiano Coelho Neto