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    O Menino Perdido -

    Thomas Wolfe

    Iluminuras
    2002
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-10: 858521905X
    Português Brasileiro
    3.3
    38 avaliações
    Leram52Lendo10Querem183Relendo0Abandonos5Resenhas5
    Favoritos3Desejados183Avaliaram38

    Thomas Wolfe é, junto com F. Scott Fitzgerald e William Faulkner, um dos maiores escritores da moderna literatura norte-americana. Esse conjunto de narrativas inéditas em português é uma mostra eloqüente do estilo de Wolfe e faz o leitor entrar em contato com uma das mais férteis produções literárias deste Século.

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    Daniel Boratto picture
    Daniel Boratto02/10/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O que as pessoas perdem?

    O escritor norte americano Thomas Wolfe é pouco conhecido aqui no Brasil, se comparado a outros escritores de sua geração, como Fitzgerald e Faulkner. O pseudônimo do jornalista e escritor Tom Wolf seria uma homenagem a ele. "O Menino Perdido" é um livro de contos com personagens em comum entre eles. O personagem principal é Eugene Gant, um escritor (alter ego do autor?) que está presente em quase todos os contos. Estes quase sempre são ambientados em pequenas cidades do sul dos Estados Unidos, no começo do século XX. Os temas são as relações familiares; memórias da infância; saudades da antiga casa dos pais; reflexões sobre a ação contínua do tempo contra as aspirações das pessoas; a desilusão e a falência dos sonhos. O conto que mais se distancia dos outros é "A Batalha de Chickamauga", onde um narrador idoso lembra as batalhas da Guerra da Secessão, e lamenta a estupidez da guerra, o desperdício da vida humana e da juventude. No conto que dá título ao livro os personagens lembram de Grover, irmão de Eugene, que faleceu prematuramente. Este trecho bastante significativo dá o tom da narrativa: "Quando penso às vezes em como eu era... nos sonhos que costumava ter (...) E tudo foi há tanto tempo que é como se tivesse acontecido num outro mundo. Aí tudo volta, como se tivesse acontecido ontem... (...) Vejo os rostos das pessoas que passam por mim... Elas não lhe parecem estranhas? (...) Como se perguntassem o que aconteceu desde que eram crianças... O que foi que perderam? (...) O que é, afinal, que as pessoas perdem?" Ao final da leitura há uma impressão de unidade, como se os contos fossem, ou formassem, os capítulos de um romance. Indicado para quem gosta de contos, histórias familiares e um tanto tristes.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.3 / 38
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas16%
    • 1 estrelas11%
    Thomas Clayton Wolfe profile picture

    Thomas Clayton Wolfe

    Thomas Clayton Wolfe (3 de outubro de 1900 – 15 de setembro de 1938) foi um importante romancista estadunidense do início do século XX.[1] Thomas escreveu quatro longos romances, além de vários contos, trabalhos dramatúrgicos e novelas. É conhecido por misturar prosa extremamente original, poética, musical e impressionista com a escrita autobiográfica. Seus livros, escritos e publicados dos anos 20 aos anos 90, refletem vividamente sobre a cultura americana e demais temas do período, embora filtrados pela perspectiva sensível, sofisticada e super-analítica de Thomas. Ele se tornou muito famoso em vida. Depois da morte de Wolfe, seu principal contemporâneo, William Faulkner, disse que Thomas poderia ter sido o melhor talento de sua geração. A influência de Wolfe estende-se aos escritos do famoso autor beat Jack Kerouac, Ray Bradbury e Philip Roth, entre outros. Ele continua a ser um dos mais importantes autores na literatura americana, pois foi um dos primeiros mestres de ficção autobiográfica. Ele é considerado o escritor mais famoso da Carolina do Norte.

    9 Livros
    11 Seguidores
    Carolina do Norte, Estados Unidos

    Thomas Clayton Wolfe