Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas9
    • Leitores240
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Um estranho em Goa -

    José Eduardo Agualusa

    Gryphus Editora
    2010
    159 páginas
    5h 18m
    ISBN-13: 9788560610716
    Português Brasileiro
    3.7
    94 avaliações
    Leram146Lendo11Querem79Relendo1Abandonos3Resenhas9
    Favoritos2Desejados79Avaliaram94

    Em Um Estranho em Goa, Agualusa nos apresenta a visão de um jornalista angolano num lugar onde a própria realidade confunde-se com a ficção. Envolto em mistério, aquele pequeno estado indiano na costa do Mar da Arábia, é descrito com beleza, melodia e sobretudo com a fidelidade de uma testemunha ocular: o próprio autor esteve na Índia para entender de perto as ambiguidades e vivenciar a identidade pós-colonial daquele lugar outrora dominado por Portugal. Seu relato de viagem, onde revisita a lenda do coração de São Francisco Xavier, reavivado pelo tráfico de relíquias, fica ainda mais saboroso com as referências literárias e musicais que passeiam por Wilde, Hemingway e Caetano Veloso. José Eduardo Agualusa prova, mais uma vez, ser autor com talento para nos fazer viajar através de sua narrativa.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (9)Ver mais
    Flor Baez picture
    Flor Baez06/02/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um estranho em Goa

    Um estranho em Goa foi o segundo livro de José Eduardo Agualusa que eu li, e cada vez mais que o descubro, mais me apaixono. Suas histórias são recheadas de diálogos poéticos e de uma riqueza histórica incrível, que nos provoca durante a leitura uma sensação de sublimação e leveza, chegamos mesmo a acreditar que entramos na história e também fazemos parte daquele enredo. A presente obra é uma miscelânea de ficção com um relato de viagem, aonde vamos conhecendo esse pedaço da Índia colonizado pelos portugueses, a amada Goa. Acompanhamos o processo de descolonização portuguesa do pequeno estado indiano e como isso afetou sua cultura, comportamento e crença. Os goeses são mais portugueses que os próprios portugueses, mais papistas que o papa e durante a história nos deparamos com uma passagem assim: “A verdade, porém, é que a Índia, tal como existe, é uma criação dos ingleses, da mesma forma que Goa foi uma criação dos portugueses.” José, o personagem principal, que é também o alter-ego do autor, vai à busca de desvendar o passado de um ex-militar, Plácido Domingo, que acaba servindo de ponto de partida para todo o mistério e desenrolar da história, que apesar de ser uma obra ficcional é apoiada em circunstâncias históricas do processo de colonização e como o cristianismo adentrou nas terras do Oriente modificando (para não usar uma palavra mais brusca) a cultura local. Não poderia deixar de separar alguns trechos da obra: “A maior parte das pessoas parecem-nos interessantes enquanto suspeitamos de nos escondem um qualquer segredo. Desvendado o mistério este raramente é mais fascinante que o silêncio anterior a respeito dele.” "Certos peixes esquecem-se de onde vieram no curto instante que levam a percorrer um aquáqio. O aquário é para eles, dessa forma, um espaço infinito, novo a cada instante, cheio de surpresas e de diversidade. Cada volta que dão parece-lhes uma experiência inédita. Conosco passa-se algo semelhante. A natureza criou o esquecimento para que nos seja possível suportar o tédio deste minúsculo aquário a que chamamos vida." “O problema é que não basta imitar os gestos de uma águia para conseguir voar.” “A pontualidade é a pior das virtudes porque nunca há testemunha dela. Às vezes tento atrasar-me mas a ansiedade vence-me e acabo nos últimos minutos por ir a correr.” “Sabe o que é um judeu? É alguém a quem lembram que é judeu. Provavelmente esses indivíduos não se sentem indianos porque todos insistem em lhes dizer que são portugueses.” “Os cristãos horrorizam-se com os manipansos africanos, cravejados em pregos, mas prestam culto à imagem de um homem pregado numa cruz.” “ – Os portugueses, europeus? – Riu-se com mansidão. Nunca foram. Não o eram antes e não o são hoje. Quando conseguirem que Portugal se transforme sinceramente numa nação européia o país deixará de existir. Repare: os portugueses construíram sua identidade por oposição à Europa, ao Reino de Castela, e como estavam encurralados lançaram-se ao mar e vieram ter aqui, fundaram o Brasil, colonizaram África. Ou seja, escolheram não ser europeus.” Leia mais em: http://www.papricadoce.blogspot.com.br/

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 94
    • 5 estrelas14%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas1%