Muito embora, não seja nossa área ou objetivo específico, perdoem-me os estudiosos do assunto, mas atrevo-me a considerar que a literatura brasileira dos finais do século XIX e início do século XX é rica em narrativas rurais e regionais. No caso, alto sertão mineiro, região sudoeste da Bahia com ênfase em Brumado, Jequié e Chapada Diamantina.
Mesmo em se tratando de representações descritas pela ótica do escritor, esse tipo literário se bem tratado e com os devidos critérios, facilitam ao entendimento sobre o tropeirismo e costumes dos antigos sertões. E nesse sentido, o sudoeste da Bahia teve também significativos representantes.
Lindolfo Jacinto Rocha e seu memorável livro Maria Dusá deixou o legado de uma narrativa autêntica e referencial das práticas e idiossincrasias dos antigos habitantes do sertão, mais especificamente da Chapada Diamantina.
Uma das personagens do livro é o tropeiro Ricardo Brandão e suas desditas pelos carreiros baianos desde que o encontro de sua tropa com a jovem Maria. O livro Maria Dusá é um documentário que trata e retrata temas fortes e violentos, onde a paixão exacerbada de um povo constrói verdadeiras cenas munidas de ódios e de vingança. Adaptado com sucesso por Manoel Carlos em 1978 foi exibido como telenovela com o título de Maria, Maria.
Para tirar suas próprias conclusões, leia a obra e depois me conta o que achou.