Dom Quixote de La Mancha - Livro Segundo

    Miguel de Cervantes

    L&PM Pocket
    2005
    520 páginas
    17h 20m
    ISBN-13: 9788525413772
    Português Brasileiro

    Em 1605, há exatamente 400 anos, foi comercializada a primeira edição de Dom Quixote de la Mancha,obra-prima de Miguel de Cervantes, que marcou o início do romance moderno e o nascimento do "mito quixotesco" ou a defesa dos mais elevados princípios morais. Em 1615, dez anos após a exitosa publicação de As aventuras do engenhoso fidalgo Dom Quixote de la Mancha (vol. 400 da Coleção L&PM Pocket), Cervantes ofereceu ao mundo a segunda parte da sua obra-prima, que o leitor tem nas mãos. Também nesta continuação o protagonista autodenominado Dom Quixote (que leu romances de cavalaria demais e decidiu sair pela Espanha fazendo o bem e corrigindo as injustiças) é acompanhado pelo genial Sancho Pança. A relação de amizade entre os dois é tão forte quanto nunca, temperada pela melancolia e imaginação da narrativa. Cervantes, que morreu pobre em 1616, despediu-se assim de uma vida sofrida: com a mágica história de um fidalgo desajustado, que, exatamente pela sua força criativa, desafia definições, suscita as mais variadas leituras e encanta leitores de todas as culturas e idades. "O primeiro romance psicológico da literatura ocidental." Jorge Luis Borges

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    Alessandra Rodrigues  picture
    Alessandra Rodrigues 17/06/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um clássico é um clássico por algum motivo

    Antigamente eu pensava que "Dom Quixote" seria apenas uma sátira às novelas de cavalaria e nada mais, porém descobri nessa leitura elementos que sobressaem em cima disso. É uma constante das narrativas fictícias, ainda que em doses mínimas, desperta em seus leitores reações de surpresas com o desenrolar dos acontecimentos no decorrer da história. Ao moldar a realidade a sua própria maneira de enxergar o mundo, o Cavaleiro da Triste Figura vive um ideal que se distancia da letárgica existência que antes tinha. Cada episódio de sua jornada se torna um acontecimento ímpar na "comparação do seu valoroso ofício", onde tudo pode acontecer sob os argumentos mais absurdos possíveis. Ainda que os méritos dos responsáveis por essa adaptação contemporânea, as narrativas de Dom Quixote surpreendem em natureza e humor tão atuais e familiares. Miguel de Cervantes aos modos de um jornalista, zomba do estereótipo tão popular de homem valente e moral através de uma narração que abrange o delírio narcisista de seu herói e a visão debochada de quem o assiste. Simplesmente não tenho receio de afirmar que o "Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha" é uma obra atemporal que permanecerá sendo lembrada enquanto existir pessoas que prezam uma boa literatura.

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