Esta pequena história trata da família Nix: pai, mãe e sete filhos, cujo caçula, Max, deseja algo incomum: um terno que funcione para tudo. Assim, de uma maneira inesperada chega uma encomenda na casa dos Nix: um grande e felpudo terno amarelo. Mas o primeiro nome da pessoa destinatária da caixa se encontra apagado; logo, a caixa é um presente para alguém da família, e todos - desde o pai até os irmãos, do primogênito ao último -, irão experimentar, com os ajustes de uma mãe atenciosa, até descobrirem para quem o presente estava endereçado.
Sylvia Plath escreveu algumas histórias para o público infantil, e vemos que há, aqui, uma carga leve, nem sendo lúdica, mas que transmite a meu ver uma bela mensagem às crianças e até aos adultos, da importância de como enxergamos as coisas COM OS OLHOS DOS OUTROS e por isso acabamos dispensando o bom uso dessas coisas. E apesar do tratamento que todos deram quanto a vestir ou não o terno (por motivos alheios ou mesmo próprios das suas ocupações com essa roupa), o pequeno Max (que pode simbolizar a criança sem acanhamentos de ideias pré-concebidas, pura, que aceita com alegria o que os outros rejeitaram) acaba aceitando a empreitada e fazendo tudo o que fariam, e triunfando em tudo isso.
Livrinho simpático e altamente recomendável. Felizmente, não é a Sylvia fatalista quem escreve, mas a mãe que incute bons valores nos seus filhos.