O autor nos leva as corredeiras e cachoeiras do rio Madeira, no trecho que vai de Santo Antônio até Guajará-Mirim, fronteira com a Bolívia, para nos contar a história de Diaruí. Discorre sobre o povo Karipuna que por causa de brigas entre as tribos, no início do século XIX, saíram da bacia do rio Tapajós em direção ao oeste, para habitar a bacia do rio Jaci Paraná. Nos leva ao contato desse povo com o homem branco no final do século XIX, que fizera com que eles se deslocassem no início do século seguinte, para as cabeceiras do rio Mutum Paraná. Desses contatos, o mais importante foi quando, da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que trouxe no seu rastro, de maneira definitiva, a acelerada exploração dos seringais e a decadência desse povo, uma vez que o trajeto da construção atravessava, principalmente, os domínios das tribos Karipuna. Nesse cenário, acontece a história de Diaruí, encontrado pelos engenheiros da construção da ferrovia, com a perna direita necrosada, abandonado no “caminho do progresso”. Amor e ódio aparecem em determinados momentos com redobrado vigor, e a vingança é o ingrediente que dá vida a essa narrativa, onde a sede de riqueza faz as pessoas passarem, sem escrúpulos, sobre o sofrimento dos oprimidos cujos gritos de socorro são abafados pela pujança da floresta Amazônica.
Diaruí -
Antônio Cândido da Silva
Schoba
2011
220 páginas
7h 20m
ISBN-13: 9788580130423
Português Brasileiro
Estatísticas
Avaliações
5 / 3- 5 estrelas100%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%