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    David Copperfield -

    Charles Dickens

    Wordsworth Classics
    1999
    713 páginas
    23h 46m
    ISBN-10: 0582541603
    4.5
    4928 avaliações
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    Favoritos61Desejados12752Avaliaram4928

    A vida aventurosa e atribulada de David Copperfield, desde a difícil infância como órfão até à descoberta, do grande amor da sua vida, passando pelos anos de estudo de Direito e as muitas viagens pela Europa. David nasceu pouco depois da morte do seu pai. A mãe, Clara, é fraca mas ama-o. Quando David tem nove anos, ela casa de novo, com um homem cruel e disciplinador, que acaba por ser responsável pela morte dela, pouco depois de David ter sido enviado para um colégio interno. David é então posto de novo fora de casa, desta vez para ser criado de uma família de Londres que se dedica ao comércio de vinhos. Será a sua tia Betsy que o enviará para uma boa escola e fará com que David conheça Agnes. Depois de um primeiro casamento, interrompido pela súbita morte da sua esposa, David voltará a encontrar Agnes, confessando ambos o sublime amor que nutrem um pelo outro...

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    Fabio Junqueira picture
    Fabio Junqueira28/02/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "A belissima jornada da amizade"

    "... como muitos pais amorosos, eu tenho, no fundo, no fundo, um filho favorito. E seu nome é David Copperfield". Charles John Huffham Dickens ou simplesmente "Boz", considerado um dos maiores e mais populares escritores de todos os tempos, nasceu em Potsmouth, Inglaterra no fim do inverno de 1812, e suas obras foram compostas entre 1836 e 1870 e durante esse período publicou mais de 40 livros, a maioria em forma de fascículos mensais publicados em jornais e revistas londrinos. Com "David Copperfield" não foi diferente. Publicado originalmente em folhetins semanais, entre 1849 e 1850, um dos maiores romances de da história da literatura mundial, só ganhou o formato que conhecemos nos dias de hoje, seis meses após de ter sido publicado o ultimo fascículo na revista mensal de Bradbury & Evans. Narrado em primeira pessoa, em forma de relatos e memórias, em "David Copperfield", somos convidados a uma jornada épica e extraordinária pela vida de David, desde a infância até a maturidade, e através do olhar do próprio protagonista, somos apresentados a mais de trinta personagens (todos memoráveis), que surgirão durante toda a história, e acompanharemos então, a intima relação de boa parte desse elenco na vida e história do nosso herói. No início do percurso somos transportados para a segunda década do século XIX, na pequena cidade de Blundstone, costa leste do pais, e acompanhamos a primeira parte da infância do menino, em meio ao seio familiar. Após várias ocorrências e intempéries, David, vai para Londres, onde sofre provações de todos os tipos e durante esse período acompanhamos a o que podemos chamar de segunda etapa da infância. Porém é nessa mesma época, que sua vida converte abruptamente, e é na cidade de Dover que tudo se transforma, e David, reencontra a felicidade perdida em meio aos labirintos londrinos, e inicia a jornada que desagua nos anos da prospera juventude. Na fase seguinte, já renomeado como David Trotwood Copperfield (também conhecido pelos apelidos: "Daisy", "Doady", "Trot" e "Davy") acompanhamos a adolescência, a fase adulta e a maturidade do protagonista, onde descobre novas amizades e reencontra velhos amigos, manifesta a paixão, e outros sentimentos que, até então desconhecia, mas é na amizade que o herói se ampara, e constrói toda a base de sua vida. Em meio a todas as desgraças e infortúnios, sofrimentos e alentos, amor e ódio, que David, prova pagina após pagina que é um ser honrado, diligente, otimista e sobretudo, perseverante, que toca, emociona e conquista desde as primeiras linhas. De caráter autobiográfico, Dickens inseriu muito de sua própria história em "David Copperfield", destarte, mesclou ficção e realidade, resultando num texto extremamente realista, repleto de alegorias e simbolismos pessoais. Dickens também utilizou dos cenários de sua infância para tecer críticas contra as convenções sociais de uma era vitoriana, em que a sociedade se apoiava totalmente na riqueza, especialmente, no que se refere aos maus-tratos dos menos abastados, em particular, as crianças de rua e os homens sem instrução, que não possuíam condições sequer da subsistência, quanto mais de almejar erudição. Com o intuito claro de imprimir realismo nas ações de seus personagens, Boz, transcreveu de forma imperceptível ao texto suas experiências, sobretudo os revezes de sua vida e as dificuldades pecuniárias e, emprestou de seres reais, principalmente do círculo que conivência, as características necessárias para compor seu prolifico elenco, personificando inclusive familiares dentro do cerne de seus personagens, e para ilustrar, Dickens, emprestou de seu pai, todas as caraterísticas, tanto físicas quanto psicológicas para criar, Wilkins Micawber, amigo íntimo do menino David Copperfield. Não importa notabilidade ou a notoriedade dos personagens no interior da obra, em algum momento, seja o protagonista, o antagonista ou mesmo os coadjuvantes, poderá vislumbrar as nuances e reconhecer o criador pela criação, através da angústia e beleza das chamas dickensianas. Outro ingrediente fundamental de "David Copperfield", são os encontros e desencontros dos seus mais variados personagens com o protagonista, e esse fato, demonstra o quão incrível é a capacidade de Boz, em movimentar uma trama dessa magnitude, com dezenas de personagens, sem deixar, que um sobressaia demasiadamente ao outro, ou que, determinado personagem caia no esquecimento, ou sobreluza ao herói. Entretanto, a genialidade de Dickens é evidenciada em mais alto grau, quando passamos a nos identificar com vários dos personagens e não só ao protagonista, e que, nos imaginamos ali, participando da cena, sofrendo, rindo e chorando, odiando, ou desejando vingança aos injustiçados. E nesse quesito, a genialidade é fria e cruel, quando passamos a odiar os antagonistas, desejando-lhes as mais variadas formas de sofrimento. Dickens nos convida a julgar os personagens com base em suas ações e características individuais, e quer provar a todo instante na sua obra-máxima, que riqueza e status social não indicam o caráter e a moralidade, e que títulos, dinheiro e bens materiais, vem e vão, e não podem ser a motivação principal de uma vida. Trata-se de um romance de formação, onde Dickens esmiúça os aspectos morais, psicológicos e sociais do ser e utiliza da trajetória do protagonista para evidenciar a máxime, evolução e maturação, do ser humano, nos altos e baixos, provado pelas vicissitudes da vida, desde a tenra infância ao último e derradeiro suspiro. Nos primeiros capítulos, Dickens investiga com primor a infância e as inquietudes da inocência, e ao decorrer dos estágios da narrativa, as inquietações, dão lugar a outras próprias de cada fase da vida, entretanto, mantem de forma irredutível a inocência de seus heróis até o fim da vida, no intuito de assemelhar seus personagens aos heróis sem maculas das eras clássicas O dileto filho do autor é embebecido em fontes realistas, no qual Dickens era proeminente adepto, pois valorizava no texto, as situações cotidianas, sem floreios, sem idealizações, de forma bem objetiva, chegando a imprimir em certas cenas, extrema banalidade e trivialidade, entretanto sem nunca perder autoridade ou estética. Basta ler algumas páginas de "David Copperfield", para sentir o peso do factual, peculiar aos textos de Dickens. As habilidades de escrita de Dickens são notáveis, e indubitavelmente não existem, digressões ou imperfeições, o texto é fluido, e mantem uma constante suavidade e elegância do início ao fim. Os capítulos são extremamente curtos repletos de ritos de passagem, mudanças repentinas do decurso e viradas narrativas, característicos da literatura vitoriana, e essa técnica é proposital, somente com a finalidade de seduzir o leitor no final de cada divisão, criando uma atmosfera de expectativa e urgência, que, captura o legente a desejar o próximo capitulo. Entretanto, nessa fase, podem aparecer trechos com certas prolixidades, mas, que não causam cansaços significativos no ritmo da leitura. "David Copperfield", nos remete olhar para a essência da palavra perseverança, que, deveria ser o subtítulo desse livro, uma vez, que é a chave para compreender obra e para decifrar os códigos socio-filosóficos que a compõem, e destarte, também alcançarmos o entendimento daquilo que o gênio propôs, nas entrelinhas dessa gigantesca obra, uma vez que somos homens falhos e incompletos, e que, só nos assemelharemos com o Criador, se possuirmos a Fé. Em suma, "David Copperfield", é uma Obra-Prima da literatura mundial, reverenciada, pelos maiores pensadores e escritores contemporâneos a Dickens e aos que vieram depois deles, portando não há como falar de literatura ocidental, sem citar, Dickens, e não há como mencionar ele, sem pensar em "David Copperfield". "David Copperfield, foi meu companheiro e alento durante os dias frios e amargos no cárcere da Sibéria" Fiódor Dostoieviski “Quando lemos Dickens, reformulamos nossa geografia psicológica “Com tamanha força nas mãos, Dickens fez seus livros se inflamarem, não apertando a trama ou afiando a fala, mas atirando mais um punhado de gente no fogo” Virginia Woolf. Se tratando de uma obra de folego (mais de 1200 páginas), inevitavelmente, pode-se perder o ritmo da leitura, mas, peço que não desanimem e sejam perseverantes como David, pois é na dificuldade que são provados os homens de fé. Antes de encerrar, gostaria de agradecer as minhas queridas Mari, Vanessa e Aurea e ao meu brother, Fabão! Obrigado pela companhia, pela paciência e por não largarem as mãos mesmo na dificuldade! Gratidão meu amigos!

    290 curtidas

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    Charles John Huffam Dickens profile picture

    Charles John Huffam Dickens

    Charles John Huffam Dickens foi o mais popular dos romancistas da era vitoriana e contribuiu para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. A fama dos seus romances e contos pode ser comprovada pelo fato de todos os seus livros continuarem a ser editados. Entre os seus maiores clássicos destacam-se "Oliver Twist", "A Christmas Carol" e "David Copperfield". Dickens era filho de John Dickens e de Elizabeth Barrow. Educado por sua mãe, tomou gosto pelos livros. Durante três anos freqüentou uma escola particular. Contudo o seu pai foi preso por dívidas e, ainda adolescente, Dickens teve que trabalhar em uma fábrica que produzia graxa para sapatos. Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou, graças a uma herança recebida pelo pai. Mas sua mãe não permitiu que ele saísse logo da fábrica, o que fez com que Dickens não a perdoasse por isso. As más condições de trabalho da classe operária tornar-se-iam um dos temas recorrentes da sua obra. Em 1827, Dickens começou a trabalhar em um cartório. Apaixonado pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell, suportou a desaprovação do romance pelos pais da moça, que acabou se tornando indiferente a ele. Em 1832 conseguiu um emprego como repórter no jornal "Morning Chronicle". Passou a publicar crônicas humorísticas sob o pseudônimo de Boz, reunidas mais tarde como "Esboços feitos por Boz". Com isso Dickens ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de "As Aventuras do Sr. Pickwick", que estabeleceu o seu nome como escritor. A 2 de Abril de 1836 Dickens se casou com Catherine Hogarth., com quem teve dez filhos. Dois anos depois começou a divulgar, em folhetins semanais, "Oliver Twist" onde, pela primeira vez, apontava os males sociais da era vitoriana. O romance era ilustrado por Cruikshank. Em 1838, Dickens escreveu "Vida e Aventura de Nicholas Nickleby", e, depois, "Loja de Antiguidades" (1840), "Barnaby Rudge" (1841) e "Martin Chuzzlewitt" (1843/44), escrito após uma viagem aos Estados Unidos. Em 1843, publicou o seu mais famoso livro de Natal, "A Christmas Carol", ao qual se seguiriam outros, como "The Chimes" (1844), que escreveu durante uma viagem a Gênova e "O Grilo da Lareira" (1845). Em 1849 publicou um de seus mais conhecidos romances, "David Copperfield", inspirado em grande parte, na sua própria vida. Aos poucos sua obra se tornou mais crítica em relação às instituições inglesas. Seguem esta linha os seus livros "Assim São Dombey e Filho" (1847), "A Casa Sombria" (1852) e "Tempos Difíceis". Dickens separou-se da sua mulher em 1858. A causa da separação teria sido a atriz Ellen Ternan, que acompanhou o escritor até ao final dos seus dias, apesar de a união nunca ter sido reconhecida oficialmente. Dickens escreveu ainda "História de Duas Cidades" (1859), "Grandes Esperanças" (1861) e "Nosso Amigo Comum" (1864). Nos últimos anos de sua vida iniciou o livro "O Mistério de Erwin Drood", mas morreu antes de concluí-lo.

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    Hampshire, Inglaterra

    Charles John Huffam Dickens