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    A Questão Agrária no Brasil - Volume 2 - O debate na esquerda: 1960-1980

    João Pedro Stédile

    Expressão Popular
    2006
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: 8587394797
    Português Brasileiro
    4.5
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    Este livro, o segundo volume da coleção, complementa as análises sobre a natureza da questão agrária desde o período colonial até a década de 1960. São textos que podem ser considerados as reflexões de pensadores no campo da esquerda. A reflexão de Andre Gunder Frank acompanha todo o processo visto no volume I. Frank foi o primeiro, numa perspectiva marxista clássica, a fazer uma crítica às teses do PCB da existência do feudalismo na agricultura brasileira. Ruy Mauro Marini, um dos pensadores e elaboradores da teoria da dependência, critica o fato de Caio Prado esperar que as relações sociais capitalistas se estendessem por toda a agricultura e que a questão da terra fosse resolvida antes pelo capitalismo. E, de certa forma, desprezar o papel do campesinato e das massas trabalhadoras. Paulo Wright une teoria e ação política. A Ação Popular, organização política na qual militava, teve grande atuação política entre o campesinato. O texto revela o esforço teórico que era feito na época, mesmo nas piores condições de clandestinidade e de luta política. Octavio Ianni descreve as novas relações sociais existentes na agricultura brasileira e demonstra como o capitalismo predominava. A pesquisa e as teses de Jacob Gorender sepultam qualquer interpretação feudal e constroem um novo conceito de interpretação da existência de um modo de produção colonial, capitalista, baseado na organização das fazendas em plantation. Mário Maestri, em seu ensaio, explica como foi a formação do campesinato brasileiro, do ponto de vista do modo de produção, a partir da falência da plantation e do modelo agroexportador escravocrata. Por último, um texto que foi a ponte entre o passado anterior à ditadura militar de 1964 e os anos de 1980: "A Igreja e os problemas da terra no Brasil" é uma contribuição à interpretação da realidade agrária brasileira e suas relações sociais e de produção. Descreve como os capitalistas se utilizam da propriedade da terra para se apropriarem da renda da terra e como a concentração da propriedade da terra é base das relações sociais injustas no meio rural brasileiro.

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    João Pedro Stédile

    Oriundo de uma família de pequenos agricultores descendentes de italianos, João Pedro Stedile tornou-se o mais destacado dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Formou-se em Economia pela PUC do Rio Grande Sul e pós-graduou-se na Universidade Nacional do México (UNAM), onde estabeleceu contato com Ruy Mauro Marini, um dos expoentes da teoria da dependência. Ligado a setores progressistas da Igreja Católica, foi seminarista e assessorou a Comissão Pastoral da Terra no Rio Grande do Sul. Trabalhou na Secretaria de Agricultura de seu estado natal. É um dos fundadores e membro da direção nacional do MST e de organizações continentais latino-americanas, como a CLOC, e internacionais, como a Vía Campesina. Com ele, participaram da direção nacional do MST, entre outros, Gilmar Mauro, Walter Assunção, Enio Bonemberger e José Rainha. Escreveu livros como Brava gente: a trajetória do MST e a luta pela terra no Brasil (1999), em colaboração com Bernardo Mançano Fernandes, Assentamentos: uma resposta econômica da reforma agrária (1986) e Luta pela terra no Brasil (1993) – esses em coautoria com Frei Sérgio Görgen.

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    2 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    João Pedro Stédile