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    Além do Ponto e Outros Contos -

    Caio Fernando Abreu

    Ática
    2010
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 850812774X
    Português Brasileiro
    4.1
    655 avaliações
    Leram1297Lendo136Querem819Relendo7Abandonos23Resenhas23
    Favoritos110Desejados819Avaliaram655

    A solidão, o desespero, a desilusão, o afeto inesperado... Caio Fernando Abreu trabalha, em seus contos, os impasses vividos por uma geração que sofreu muito, mas que também amou muito. Criador de uma literatura corajosa, o autor enfrentou os estigmas de seu tempo e fez uso de uma linguagem que mistura prosa e poesia, rompendo com os padrões. Construções ideológicas inovadoras combinam-se a inovações estéticas e dão o toque essencial da literatura desse grande escritor. Dentre os diversos aspectos que se destacam nas 10 histórias desta antologia, temos a problemática do isolamento do indivíduo em face de uma realidade estranha e alheia aos seus sentimentos. Seus personagens operam tentativas de criar uma nova realidade, que dê vazão ao seu mundo interior - tentativas efêmeras, frustradas, em vão. Às vezes, nas relações afetivas se estabelecem o isolamento e a incomunicabilidade: a palavra não dita na partida; o par que sofre rejeição de colegas por serem homossexuais; o casal que já não tem mais o que dizer; o rapaz adoentado que tenta se abrir com a mãe sobre sua sexualidade e suas angústias e não consegue; a relação trágica de uma solitária menina com seu gato de estimação; os desencontros em uma grande cidade. Por vezes, a solidão traz lembranças ternas e tristes; noutras, faz com que se perceba a sensaboria de uma comemoração - ou vai ainda mais longe, e leva à percepção da própria miséria física e moral.

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    Vagner Tadeu Paes de Oliveira  picture
    Vagner Tadeu Paes de Oliveira 24/06/2023Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Me surpreendeu

    A escrita sensível e profunda de Caio nos leva ao universo intimista dos personagens, em suas angústias, solidão e sensibilidade. A infância, adolescência e vida adulta são tratadas com tanta força e ternura que nos leva a comoção. É, de alguma forma, um pouco da história das nossas vidas narrado por um gênio da sensibilidade. Meu contos favoritos: - Fuga - Linda, uma história horrível - O destino desfolhou - Retratos - Aqueles dois.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 655
    • 5 estrelas44%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas2%
    Caio Fernando Loureiro de Abreu  profile picture

    Caio Fernando Loureiro de Abreu

    Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. <br /><br />No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo. <br /><br />Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais. <br /><br />Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha. <br /><br />Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad. <br /><br />Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

    51 Livros
    1.849 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Caio Fernando Loureiro de Abreu