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    O nome da rosa -

    Umberto Eco

    Record
    2011
    573 páginas
    19h 6m
    ISBN-13: 9788501081407
    Português Brasileiro
    4.4
    10357 avaliações
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    Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano na Itália, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias, conduz uma narrativa violenta, que atrai o leitor por seu humor, crueldade e erotismo.

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    Fabio Shiva picture
    Fabio Shiva28/08/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Umberto Eco é o Sócrates de nossos dias!

    Diante dele, todo interlocutor é prontamente convertido em pupilo, pela força de sua verve, pelo brilhantismo de suas ideias, pela mente colossal de um verdadeiro gênio da raça! Ele consegue criar histórias deliciosamente envolventes, instigantes da primeira à última página, arrebatadoras a ponto de fazer prender a respiração ao virar cada página em suspense! Eco mostra como pode ser excitante a aventura intelectual! Não há nada de chato ou cansativo em sua inteligência exuberante! “O Nome da Rosa” é talvez sua obra mais conhecida, com uma maravilhosa adaptação cinematográfica trazendo Sean Connery em um dos melhores papéis de sua carreira, como William de Baskerville. Além de autor mundialmente famoso de Best-sellers, Umberto Eco é também um conceituado pensador, um filósofo da comunicação. Seus livros sobre semiologia (“Viagem na Irrealidade Cotidiana”) e teoria da comunicação (“A Obra Aberta”) são largamente utilizados nas faculdades. Isso para não falar do clássico dos clássicos, livro ao qual muitos estudantes de final de curso serão eternamente gratos: “Como Fazer Uma Tese”. Recomendadíssimo para quem prepara uma monografia. Essa explicação foi só para mostrar como “O Nome da Rosa” é mesmo genial. Eco é sobretudo um mestre dos Símbolos! O Robert Langdon de “O Código da Vinci” de Dan Brown bem que pode ter sido inspirado nele. Um símbolo é algo que fala de outra coisa. Pois bem, esse romance é como uma magnífica galeria de símbolos, onde tudo faz referência a alguma outra coisa. A experiência chega a ser inebriante! A história acontece em plena idade média, mais precisamente em um mosteiro onde está para acontecer um importante debate religioso e onde começam a ocorrer embaraçosas mortes, em circunstâncias estranhíssimas. Para investigar o mistério, o monge franciscano William de Baskerville providencialmente aparece, para incômodo de alguns. Para auxiliá-lo, e também para se tornar, muitos e muitos anos depois, o narrador dessa inesquecível aventura, o noviço Adso. Pois bem, já de cara temos: * A ambientação da história na idade média faz referência aos romances históricos, tais como o “Ivanhoé” de Sir Walter Scott. * O “molho” da história, no entanto, é uma típica trama de mistério: quem está assassinando os monges? Uma nova referência, desta vez aos romances policiais! * Isso é reforçado por várias outras referências, a começar pelo personagem principal. William de Baskerville lembra muitas vezes Sherlock Holmes e o seu próprio nome é uma referência a uma de suas aventuras mais famosas, “O Cão dos Basvervilles”. * O noviço Adso também segue adoravelmente o papel de “amigo narrador e menos inteligente que o herói detetive”. O seu nome também é uma brincadeira de Eco, pois Adso não passa de uma corruptela de Watson, o fiel companheiro de Holmes. Por aí dá para começar a sacar como é a mente de Eco. Esse jogo de símbolos segue ad infinutum. Não há fundo. Você pode continuar mergulhando, sempre haverá um simbolismo novo brilhando adiante. Um livro maravilhoso! (199.. / 20...)

    173 curtidas

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