Julho de 2010
"Sob o véu" Muito da rigidez da percepção associada, e também vivenciada, pelas mulheres do Islã, segundo o texto, não seria algo diretamente orientado pelo Alcorão, mas oriundo de costumes de contexto de época e também de subjetivismos que, tal qual em outras religiões, deturparam ou manobraram as coisas segundo interesses específicos. A seção sobre os sete pecados capitais destacou a 'avareza'. Na definição, realçaram o apego egoísta e a qualquer custo ao valor material, onde o ciúme doentio foi também caracterizado no contexto desse pecado. "A ferro e fogo" A reportagem destacou as brigas seculares entre algumas famílias desde a colonização, citando-se as origens específicas. Em termos gerais, deu para entender que brigas como essas foram em grande parte inspiração para o surgimento do banditismo como o cangaço. Apesar da reportagem não citar, no cenário atual existem brigas rotineiras de famílias no campo da política, onde existem verdadeiros clãs que brigam acirradamente pelo poder. Deve ter cada coisa escusa... mafiosa... Falando em banditismo social, das dicas de leitura gostei e deixo em registro "Bandidos", de Eric Hobsbawn, sobre certa afeição e até mesmo idolatria que para muitos o banditismo social causa. De onde vem isso? Quais os porquês? Gostaria de ler a obra... Fico pensando na atualidade, quando se discute a questão do banditismo... Tem uma emissora aí que é ferrenha em críticas ao que pondera ilícito, o que não discordo, só que a mesma emissora faz praticamente apologia em suas produções ao machismo, ao herói bandido, estimulando o povo à afeição a muito do que condena... Lembram de certa novela recente, em que a mulher que era influenciadora de mulheres e da sociedade (no modismo atual) se aniquilou em prol de um machão bandido, impune e adorado pelo povão? Outra garota virou até assassina de aluguel, toda impune com capa de aventura em balada incrível... Ah, e a polícia, claro, menosprezada e, ainda que tivesse corrupção, só ela punida... Não me venham falar de retrato da realidade porque o direcionamento era em deslumbramento mesmo. Leitura na quarentena em Macapá, na fase de flexibilização. Que bom que permitiram a reabertura, dentro de certos protocolos, das igrejas. Esta semana fui duas vezes, a partir da reabertura no domingo, 21 de Junho.


