Na reportagem de capa, a poderosa sociedade secreta que influenciou lideres inacreditáveis e definiu momentos cruciais da História.
Aventuras na História Nº 64 (Novembro de 2008) - Maçonaria
Editora Abril
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Ver maisNovembro de 2008
Na reportagem sobre a Maçonaria achei interessante os informes das origens. Segundo o texto, vem da Idade Média, através de grupo de pedreiros (masons) reunidos para trocar segredos do ofício, tendo acesso entre nobreza e clero. Depois o grupo teve adesão de pessoas variadas, introduzindo-se discussões filosóficas, religiosas e políticas. Maçons dizem que as origens remontam a Bíblia, referenciando Salomão, Adão e até mesmo Deus. Tudo balela em valorização a sociedade secreta, essencialmente direcionada a seus interesses escusos. Homens decidindo o que julgam favorável a seus interesses. O caminho do Senhor é luz, é igualdade entre os homens. Pior é a adesão de autodeclarados evangélicos, incluindo pastores. Convertamos todos ao Senhor. "O poderoso chefão" Reportagem sobre "Chachá", que no século 18 foi o maior traficante de escravos e um dos brasileiros mais ricos no contexto. Residia no Daomé (atual Benin) onde gozava de privilégios com o monarca. O que espanta (minha ignorância) é que na história da escravidão e tráfico negreiro o rei o apoiava e era comum africanos escravizarem e "caçarem" iguais para o tráfico. Tem nisso disputas tribais, objetivos interesseiros circunstanciais e pressão do colonizador e do contexto. "Pré-história ainda hoje" Resgata história de pressão colonial sobre os nativos no chamado Novo Mundo, culminando em genocídios, disseminação de doenças, violência, extinções, escravidão e posse da terra. A reportagem cita raros povos que vivem hoje isolados, por conta de situações como essas. Gostaria que não apenas citassem, mas privilegiassem alguma tribo isolada, referenciando o que se sabe ou não sobre eles, com possíveis fotos. Poderia ser sobre os Sentinelas (ou Sentinelenses) da Índia, considerados um dos povos mais isolados. Da mesma forma, a tribo amazônida que serviu de inspiração para a imagem de destaque na reportagem, caracterizada por cabeleiras com o alto da cabeça calvo e uma característica inusitada: pés crescidos anormalmente (já tinha visto documentário em que apareceram). Fiquei curioso também pelo povo isolado em meu Estado do Amapá. Desconheço e gostaria de informações (não citaram nomes). Registre-se que o Amapá tem grande parte seu território como áreas protegidas, entre elas, Terras Indígenas (TI), sendo o primeiro estado brasileiro a realizar a demarcação oficial delas. A linha temporal dos eventos que culminaram na Primeira Guerra Mundial foi também interessante. O cenário era de tensão entre vastos impérios, que viviam disputas por aliados, com desentendimentos políticos e territoriais na Europa e África. A tensão explodiu na guerra, opondo dois blocos: Tríplice Entente (Rússia, França e Reino Unido) e Tríplice Aliança (Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália). Não sei onde topei com pareceres filosóficos que dizem que as guerras vem para por fim as guerras. Em tese, ocorreu disso no conflito, mas prefiro a percepção de Paul Valery para as guerras (que já escrevi trocentas vezes em resenhas e torno a escrever): "Um massacre entre gente que não se conhece em favor de gente que se conhece mas não se massacra". Finalizo com o "Dito e Feito" sobre as origens da expressão "Quebra-galho", usada para soluções rápidas. O texto cita duas possibilidades e a que pareceu mais certeira é referência a Exu, em seu misticismo chamado de Exu Quebra-Galho (reproduzindo-se em suas imagens o fato). Segundo o misticismo (de crenças como a Umbanda), remete a espírito das matas, que rompia galho no caminhar, depois associado a petições interesseiras, onde romperia barreiras, abrindo caminhos, quebrando-galhos (empecilhos) para passagens dos pedidos, como em pedidos de homens para sucesso amoroso. Quebra-galho, portanto, remete à Exu. Registro pessoal: resenha escrita no isolamento imposto nos dias de mundo Walking Dead por conta do Conoravírus.
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