Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas4
    • Leitores195
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Museu do romance da eterna -

    Macedonio Fernández

    Cosac Naify
    2010
    266 páginas
    8h 52m
    ISBN-10: 8575039660
    Português Brasileiro
    3.9
    27 avaliações
    Leram53Lendo6Querem131Relendo0Abandonos5Resenhas4
    Favoritos7Desejados131Avaliaram27

    Não é exagero dizer que a literatura argentina seria impensável sem Macedonio Fernández e seu Museu do romance da eterna. Para entendermos Borges, Cortázar e todos que fizeram desta uma das literaturas mais inventivas do século XX, o Museu é um livro incontornável. Inédito no Brasil, o livro foi escrito de 1904 até o fim da vida de Macedonio, que não chegou a vê-lo publicado (a obra só ganhou uma edição em 1967, 15 anos depois da morte do autor), o Museu do romance da eterna avança a partir de uma série de prólogos que precedem uma história que parece nunca chegar – a história de um homem, que depois da morte da esposa, decide deixar a cidade e refugiar-se no campo, em uma estância cujo nome é O Romance.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (4)Ver mais
    Alexandre Kovacs picture
    Alexandre Kovacs04/06/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Macedonio Fernández - Museu do romance da Eterna

    Editora Cosac Naify - 266 páginas - Tradução de Gênese Andrade - Projeto Gráfico - Elaine Ramos - Lançamento 2011. O argentino Macedonio Fernández (1874 - 1952) demorou mais de quarenta anos para ser traduzido no Brasil e é um tanto difícil definir o seu complicado estilo que influenciou muitos autores consagrados como Jorge Luis Borges e Cortázar, modernista sem dúvida, algo entre o surrealismo e a literatura experimental. O texto à seguir , extraído de uma carta do autor para Borges e destacado pela editora Cosac Naify na apresentação do livro dá uma boa pista sobre o que podemos aguardar do romance da Eterna: "Caro Jorge Luis, desculpe-me por não ter ido ontem à noite. Eu estava indo, mas sou tão distraído que no caminho me lembrei que havia ficado em casa. Estas constantes distrações são uma vergonha, e às vezes esqueço de me envergonhar também". Macedonio Fernández é avesso a qualquer tipo de realismo e entende que a incompletude é a chave para a verdadeira ficção, de preferência nas mãos de um leitor "salteado". Assim, o romance não tem início meio ou fim e é precedido por intermináveis fragmentos ou prólogos que esboçam os contornos do romance e seus personagens. Não é uma leitura simples e muitas vezes chegamos a ficar cansados com as exaustivas digressões do autor, mas, no entanto, tudo se ilumina quando Macedonio tira os seus coelhos da cartola e nos surpreende com passagens como esta à seguir do prólogo "Ao leitor salteado". "Confio que não terei leitor seguido. Seria o que pode causar o meu fracasso e despojar-me da celebridade que mais ou menos canhotamente procuro escamotear para algum de meus personagens. E isso de fracassar é um luzimento que não cabe à idade. Ao leitor salteado me acolho. Eis que leste todo o meu romance sem saber, te tornaste leitor seguido e insabido ao te contar tudo dispersamente e antes do romance. Comigo, o leitor salteado é o que tem mais chances de ler seguido. Quis distrair-te, não corrigir-te, porque ao contrário és o leitor sábio, pois praticas o entreler que é o que mais forte impressão lavra, conforme minha teoria de que os personagens e os fatos só insinuados, habilmente truncados, são os que mais ficam na memória. Dedico-te meu romance, Leitor Salteado, me agradecerás uma sensação nova: o ler seguido. Ao contrário, o leitor seguido terá a sensação de uma nova maneira de saltear: a de seguir o autor que salta."

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 27
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
    Macedonio Fernández profile picture

    Macedonio Fernández

    Macedonio Fernández nasceu em Buenos Aires no dia 1º de junho de 1874 e morreu em 10 de fevereiro de 1952, na mesma cidade. Figura central do modernismo argentino, foi mestre de mais de uma geração de escritores, além de influência decisiva para Jorge Luis Borges. Sua obra, original e complexa, inclui romances, contos, poemas, artigos de jornal, ensaios e textos híbridos, de natureza inclassificável. Além de escritor, Macedonio foi advogado, promotor, e em 1927, numa de suas ironias, lançou-se candidato à presidência da República. Publicou No toda es vigilia la de los ojos abiertos, Papeles de Recienvenido, entre outros. Seu principal livro é Museu do Romance da Eterna.

    6 Livros
    3 Seguidores

    Macedonio Fernández