Já li os livros Filosofia da Mente (Cláudio Costa) e O que é filosofia da mente (João de Fernandes Teixeira) e há outros livros introdutórios, mas do pouco que li dos demais, e deste que ja li, este do Eric Matthews é o mais completo. O livro é dividido em 6 capítulos, e mesmo sendo introdutório aborda diversos argumentos atuais como o de Paul e Patricia Churchland e Saul Kripke:
PRIMEIRO CAPITULO
Os primeiros a tocar no assunto "mente" foram os gregos a 300 a.C., mas ainda não existia o conceito de "mente" para eles, era "alma". A primeira grande doutrina em filosofia da mente foi estabelecida por Aristóteles: para ele o ser humano em si era uma substância em que o corpo era a matéria (doutrina do hilemorfismo forma/matéria), mas a alma era a forma do nosso corpo, e era ela a responsável por nossa natureza racional.
O próximo pensador de destaque em filosofia da mente foi René Descartes. Ele tem destaque por que foi por causa dele que nós entendemos que o corpo e a alma são coisas totalmente diferentes, por isto sua doutrina é chamada dualismo cartesiano: para Aristóteles o ser humano é uma substância formada de uma alma e um corpo, mas para Descartes o corpo é uma substância e a alma é outra e o ser humano é um corpo navegado por uma alma. Além disto foi a partir de Descartes que não falava-se mais "alma" agora era "mente".
Então os próximos capítulos serão sobre teorias rivais ao dualismo cartesiano. A primeira teoria fisicalista a ser analisada é a tese da identidade mente-cérebro: a consciência é identificado simplesmente com uma atividade cerebral;
A teses de Identidade (são mais de uma) são reducionistas: reduzem mente à cérebro, mas há outra teoria rival chamada Eliminitivismo, que não tenta reduzir a mente mas elimina-la dizendo que a mente não é necessária como hipótese explicativa, tudo que existe é o cérebro.
Há ainda a teoria Funcionalista que defende que estados mentais não se define pelo que é, mas pelo o que faz. Nisto surge dela o Computacionalismo e a Inteligência Artifical: para a teoria sentir dor é expressar de alguma forma esta dor, e por isto tanto homem quanto animais sentem dor por que ambos expressam do seu modo esta dor, e o Computacionalismo defendera a possibilidade de um I. A. justamente por que uma máquina seria capaz de reproduzir de alguma forma uma expressão de dor.
No meio de tantas teorias rivais e contra-argumentos (que o autor foi justo), Gilbert Ryle ira contra-mão negando todas as teorias por assumirem de alguma forma "mente" em seu estudo, ele negara toda a tradição afirmando que nossas vidas mentais são tão variadas que às vezes é difícil identificar até que ponto a ‘mente’ está envolvida, o que sugere que a ‘mente’ não é o nome de uma parte distinta de nós, entre outras particularidades.
Vai falar sobre outras teorias advindas de outros campos Behaviorismo e Fenomenologia, Filosofia da Linguagem, vai falar mais sobre Inteligência Artificial, Evolucionismo, e problemas filosóficos como Problema das Outras Mentes, e encerrando com sua visão particular.
Minha visão foi a de que ele analisou muito pobremente a teoria Aristotélica, algo que Tomás de Aquino fez demasiado estudo e complemento que faltou neste livro, e fico com Gilbert Ryle de que o início da bagunça foi com Descartes e devemos voltar à Aristóteles.