Vale a pena olhar Amaro, o Bom Crioulo, como um elo perdido na cadeia da história afro-brasileira. Do ex-escravo para o amante homossexual chega-se até o mito de Macunaíma, nos anos 20, e daí até Madame Satã, nos anos 30 - este, personagem real, mas também mítico, muito próximo de Amaro. Agora, não se trata mais do crioulo selvagem e sim do malandro pós-Macunaíma, quer dizer, socialmente escorregadio na sua ginga elegante e, gloriosamente, sem nenhum caráter. Dessa vertente de rebelião se poderá, historicamente, partir para novas frentes afro-brasileiras nas artes do sagrado, do erotismo, da música, da cozinha, do futebol. (da introdução de João Silvério Trevisan)
Bom Crioulo -
Adolfo Caminha
Hedra
2009
157 páginas
5h 14m
ISBN-13: 9788577151332
Português Brasileiro
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