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    As Aventuras do Grande Sidoine e do Pequeno Médéric (Em conserva) -

    Émile Zola

    Arte & Letra
    2010
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 8560499253
    Português Brasileiro
    3.3
    19 avaliações
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    O texto apresenta ao leitor um lado quase desconhecido de Émile Zola: a literatura fantástica. O francês conhecido por descrever a realidade de maneira direta e objetiva é o maior representante da escola naturalista. Mas em AAs Aventuras do Grande Sidoine e do Pequeno Médéric, Zola se embrenha na fantasia. A narrativa apresenta a história de dois amigos nascidos no mesmo dia e criados como irmãos, mas que possuem uma singela diferença. Enquanto Sidoine é quase do tamanho de uma torre, Médéric é mais baixo que os menores dos anões. Se Sidoine possui força impressionante, Médéric é inteligente e sagaz. A dupla e suas peripécias pelos campos é uma rara obra que chega pela primeira vez ao Brasil com a editora Arte & Letra. O livro faz parte da coleção Em Conserva e vem dentro de uma embalagem metálica personalizada.

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    Irmã Karamázov picture
    Irmã Karamázov30/12/2024Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    As aventuras do grande Sidoine e do pequeno Médéric, de Émile Zola

    Áudio sobre o livro: https://drive.google.com/file/d/1Fn8-u6vhGHotyivbe42vb-B7QTjCIIy7/view?usp=sharing

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    Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola

    Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência. Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre. A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo. Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894. Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio

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