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    Filhas do segundo sexo -

    Paulo Francis, paulo francis

    Francis
    2004
    156 páginas
    5h 12m
    ISBN-10: 8589362248
    Português Brasileiro
    3.2
    56 avaliações
    Leram44Lendo1Querem17Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos3Desejados17Avaliaram56

    Duas mulheres marcadas. Uma é a boneca dos anos 50, a outra ainda está entre nós. Mimi e Clara são protagonistas de duas novelas que compõem um mergulho na lama da elite brasileira. Ninguém é herói, mas a lucidez gerada pelas experiências dolorosas não deixa ninguém assumir o papel de vítima.

    Resenhas (4)Ver mais
    Ademar de Queiroz picture
    Ademar de Queiroz25/02/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Paulo Francis quer a libertação das mulheres

    O livro traz duas novelas. Em "Mimi vai a guerra", Francis conta a história de uma jovem bonitona e de inteligência limitada lá da década de 50 do século passado, que deseja se arranjar na vida casando com um figurão. Para realizar esse sonho, a moça aceita tudo. Até o dia em que a paciência vai para as cucuias. Já em "Clara, clarimunda...", a protagonista é mulher contemporânea, inteligente, graduada e pós-graduada, que abandona a carreira para dedicar-se ao casamento e ao maridão, também inteligente, graduado e pós-graduado. Apesar de toda a erudição, o casamento vai naufragando como no mais barato dos folhetins e Clara vai empurrando com a barriga. Seus diplomas não a certificam para lidar com situações assim tão subjetivas. Só que Clara vai encontrar razões para fazer a casa cair. Como era de se esperar, Francis espalha seu humor ácido por todas as páginas do livro, numa crítica ferrenha à hipocrisia da sociedade brasileira e ao nosso resistente machismo cultural.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.2 / 56
    • 5 estrelas11%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas39%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas5%
    Franz Paul Trannin da Matta Heilborn profile picture

    Franz Paul Trannin da Matta Heilborn

    Foi um jornalista, crítico de teatro, diretor e escritor brasileiro. Trabalhou em vários jornais, entre eles, Última Hora, O Pasquim, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo. Estudou no colégio São Bento e no Colégio Santo Inácio. Nos anos 50, frequentou a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Envolveu-se com as ideias dos intelectuais de esquerda dos anos 60. Era simpatizante do movimento trotskista. O grande destaque da carreira de Francis como crítico foi no jornal O Pasquim, dos anos 60 aos 70. Em 1971, foi morar em Nova York, onde se tornou correspondente do Pasquim e da Folha de São Paulo. Escreveu romances, porém não obteve sucesso popular. A partir dos anos 80, Francis deu uma guinada ideológica à direita, criticando os políticos do PT, combatendo o governo Sarney e aderindo às ideias conservadoras e neoliberais. Atuou durante muito tempo como comentarista de cultura da TV Globo a partir da década de 80. Tornou-se comentarista do canal GNT no programa Manhattan Connection, nos anos 90.

    14 Livros
    19 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Franz Paul Trannin da Matta Heilborn