UMA HISTÓRIA DE SOBREVIVÊNCIA, UMA REFLEXÃO SOBRE A VIDA. Quando Paul Miller cambaleia para fora da prisão, que é utilizada para trabalhos forçados em um desconhecido país europeu no fim da Segunda Guerra Mundial, é salvo por Alice, que o esconde no sótão da pequena pousada de sua família. Ele acaba decidindo morar na cidadezinha e se casa com Alice. Mas Paul está sempre dividido entre o amor pela sua mulher e filho e a culpa que sente por morar em um lugar onde viveu um tormento tão grande. Quando é eleito prefeito, Paul decide enterrar seu passado, mas o antigo comandante da prisão retorna ao lugar, e ele se vê em um conflito: se vingar ou seguir em frente com sua vida?
O jogo dos opostos -
Norman Lebrecht
O tema foi o que me impulsionou a ler o presente livro... que encontrei a peço módico em um estante de venda de livros que ocupava área no Terminal Integrado da Estação Barro do Metrô do Recife... nunca dispense a oportunidade de visitar quiosques de livros que se espalham pelas cidades nos locais mais inusitados. Agora posso afirmar que trouxe uma preciosidade para meu acervo. "O jogo dos opostos" é muito mais que suas poucas linhas de sinopse nos passa. O tema desenvolve-se transpassando a existência humana, que para cada indivíduo é curta tende a perde-se com o tempo. O desenvolvimento não é a respeito de um sobrevivente da guerra que escolhe entre a vingança ou o perdão... é a respeito da vida deste personagem, que encara situações extremas e reflexivas, como a aceitação, o convívio os medos e dilemas, o impeto pela sobrevivência, o poder de mudar as pessoas e o mundo a sua volta, e os sentimentos mais íntimos, ou seja a fragilidade de todos nós nesta passagem de breve trajetória terrena. Temos então a dualidade das coisas, que se expressa no confronto exposto no seu título... esta é a essência da obra. Confesso que é uma das mais densas e introspectivas que já chegou até minhas mãos... um clássico da literatura que que não passará. Temos o privilégio de observador que acompanha o protagonista em situações extremas e opostas. Dele, que irá assumir o nome de Paul Miller, teremos uma cobertura ampla das etapas da vida... mas o autor nos levará até a última parte do livro para entendermos mais a respeito de sua existência e qual é o seu desfecho. No entanto teremos um salto no tempo de quatro décadas e um novo protagonismo na parte final. Mas não espere ser algo fácil, pois terá que digerir novas informações e seguir revisitando vários momentos da obra, para então ter uma visão global e formar por completo o quebra-cabeça que é a vida de Paul Miller... um jogo de opostos, literalmente. Norman Lebrecht nos deixa ansiosos até a última linha, ao nos envolver no relacionamento de dois personagens que ganham um novo status no desfecho da obra, que é primorosa em todos os aspectos. Ele é um grande contator de HISTÓRIA... traça toda a sua trama em um lugar incerto que agrega todos os sentimentos humanos de um período obscuro da humanidade.
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