Contrariando as expectativas, inclusive e principalmente as minhas, eu gostei muito do livro.
Quase que não o li porque estava muito decepcionada com os últimos lançamentos da Linda Howard e também porque já tinha lido comentários negativos sobre ele.
(Aí, num momento filosofia, fiquei a pensar: mas o que é essa “questão de gosto”? Cheguei a pensar em “jogar no Google”, mas sei que abriria um leque infinito de páginas tentando explicar e que se eu começasse a ler todas as diferentes opiniões, ficaria mais confusa ainda. Então dei adeus ao rápido momento filosófico e decidi aceitar aquela simples e certeira definição de que gosto é como nariz: cada um tem o seu!*)
O melhor livro da Linda Howard, em minha opinião, continua sendo Reencontros, que é também a primeira obra que li dela e, talvez por isso mesmo, é o que mais me marcou até agora. Mas Atração Implacável teve sua trama bem montada, nada muito mirabolante, porém foi do princípio ao desfecho uma leitura muito aprazível.
Aliás, como ponto positivo para a história, seu início foi excelente. Na medida exata para prender a atenção e querer continuar lendo sem parar. Tem logo uma tragédia, bem angustiante, mas que servirá para aproximar John Medina e Niema Burdock.
A dupla trabalha para a CIA e suas tarefas são altamente perigosas. Aqui, antes de irem para a próxima missão, John ajudará Niema a entrar em forma e a ensinará a se defender. E assim começa a atração. O que mais gostei é que nada surgiu de uma hora para outra e as situações que serviram para unir o casal não foi forçado. Ao contrário. Tudo surgiu gradual e agradavelmente.
Agora o lado negativo: a primeira vez do casal. Não gostei da situação em que se deu, nem de como e porque aconteceu daquela forma. Faltou o que mais procuro e espero numa leitura: romantismo. Mas as outras vezes - e foram muitas – são incríveis e o casal ficou bem marcado para mim, daqueles que sempre vou lembrar.
Que Linda Howard não é uma excelente autora policial todos sabemos, então é claro que esse livro jamais entrará para a lista dos dez mais. Mas, sem por que nem pra que**, reafirmo: gostei dele.
* Não é exatamente o nariz a parte do corpo que usam como comparação, mas a minha boa educação não permite que eu coloque a expressão correta aqui.
** Emprestando o verso da música Tem que ser Você da dupla sertaneja Victor & Léo