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    O homem desenraizado -

    Tzvetan Todorov

    Record
    1999
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 8501051373
    Português Brasileiro
    3.8
    9 avaliações
    Leram29Lendo4Querem77Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos2Desejados77Avaliaram9

    Relato autobiográfico do crítico literário francês nascido na Bulgária, sobre a condição de "híbrido" cultural. De sua experiência surgem reflexões sobre a tolerância e a democracia, e seus contrários.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Jéssica valcaci picture
    Jéssica valcaci29/01/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Angústia de ser é não ser

    Estou para terminar de ler este livro a muito tempo, tenho ele guardado na estante desde outubro, sim eu peguei ele na biblioteca da cidade e ele tá comigo até agora rsrs mas tirando a demora essa leitura valeu e muito a pena, desde os 18 mais ou menos (vou fazer 21 esse ano) me considero uma pessoa politicamente de esquerda, o que não eximiu o fato de eu sempre buscar o outro lado da moeda. O homem desenraizado foi um soco no estômago de bom, o autor nasceu na Bulgária em uma época em qua a união soviética ainda existia, aos 24 quatros anos ele vai embora de Sofia ( capital da Bulgária) para Paris e lá passa 18 de sua vida, de modo que podemos dizer o autor tem sua culturas e ao mesmo tempo como ele mesmo diz, ou parecer querer dizer tem a angústia de não ter nenhuma de ser um homem desenraizado. Em plena polarização de dois blocos políticos, o bloco socialista, capitalista, o fascino reinando em partes da Europa, a filosofia com crises sobre o que é a verdade universal, a física com a mecânica quântica, a recente existência de uma ciência chamada psicologia, da pra afirmarmos que o século XX é o século da modernidade e sua angústia existencial em busca de sentido. É o autor irá traçado nessas linhas como era vida no bloco socialista ( sendo ele próprio contrário ao ideal comunista), a vida na França, é muitas questões políticas. Eu recomendo esse livro para todos que gostam de filosofia, história, psicologia e política eu gostei bastante, apesar de divergir de certas ideias que todorov defende, principalmente sobre as questões de movimentos sociais em relação a ditas “minorias” sociais que na verdade são maioria, mas que historicamente foram “apagadas”. Contraposições a parte, eu super recomendo esse livro para vcs!!

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 9
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas56%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas0%
    Tzvetan Todorov profile picture

    Tzvetan Todorov

    Filósofo e linguista búlgaro radicado na França, foi aluno de Roland Barthes e professor da École Pratique de Hautes Études e na Universidade de Yale e diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Paris (CNRS) e do Centro de Pesquisa sobre as Artes e a Linguagem da mesma cidade. Produziu vastíssima obra na área de pesquisa lingüística e teoria literária. O pensamento de Todorov direciona-se, após seus primeiros trabalhos de crítica literária sobre poesia eslava, para a filosofia da linguagem, numa visão estruturalista que a concebe como parte da semiótica (saussuriana), fato que se deve aos seus estudos dirigidos por Roland Barthes. Com a publicação de A Conquista da América, Todorov expõe suas pesquisas a respeito do conceito de alteridade, existente na relação de indivíduos pertencentes a grupos sociais distintos, cujo tema central encontra justificativa na situação do próprio autor, que é imigrante na França, um país onde a relação entre nacionais e estrangeiros é historicamente marcada por um xenofobismo não declarado. Todorov também escreveu a respeito do fantástico na literatura, fazendo a diferenciação entre a tríade: fantástico, estranho e maravilhoso.

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    Tzvetan Todorov