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    Memórias Póstumas de Brás Cubas -

    Machado de Assis

    L&PM Pocket
    1997
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-10: 8525406872
    Português Brasileiro
    4.3
    49 avaliações
    Leram106Lendo7Querem20Relendo1Abandonos1Resenhas2
    Favoritos10Desejados20Avaliaram49

    Uma das mais populares obras do autor, o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado, originalmente, em 1880, em capítulos, como folhetim, na Revista Brasileira. Em 1881, saiu em livro causando espanto crítica da época, que se perguntava se o livro tratava-se de fato de um romance: a obra era extremamente ousada do ponto de vista formal, surpreendendo o público atento acostumado tradicional fómula romântica. Narrada pelo defunto Brás Cubas, que escreve a própria biografia a partir do túmulo (sendo, portanto, segundo o próprio, no um autor-defunto, mas o primeiro defunto-autor da história). Começa suas memórias com uma dedicatória que antecipa o humor e a ironia presente em todo o livro: "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas Memórias Póstumas".

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     Karine da Silva picture
    Karine da Silva26/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, não um autor defunto, mas um defunto autor expõe relatos da própria vida. O personagem é extremamente sincero nas críticas que faz no decorrer da narrativa, pois como foi relatado por ele “A franqueza é a primeira virtude de um defunto”. Por meio desses relatos o leitor descobre como foi sua infância, juventude, vida adulta e morte (não nessa ordem porque, de acordo com Brás, abrir as memórias pelo fim é mais galante). Personagens complexos, análise psicológica, críticas às hipocrisias da moralidade são apenas algumas características dessa obra fantástica do Realismo no Brasil. Na época em que o livro foi escrito a sociedade brasileira era escravista e aristocrática, de um lado existia a elite formada por poucas pessoas, fidalgos, grandes proprietários de terras, e do outro os escravos, que eram em grande número. O protagonista é um desses poucos privilegiados e, não obstante ter recebido a melhor educação que existia, saber falar de arte, filosofia, ciência, Brás Cubas não se tornou um grande homem. Em suma, o romance retrata a vida medíocre, vazia, de aparências, sem amores verdadeiros, sem realizações pessoais, de uma pessoa completamente inútil. Essa pessoa canalha, boêmia, egocêntrica, tola, manipulável representa uma classe da sociedade, e apesar de possuir muitos defeitos, contribuiu para a raça humana não tendo descendentes. Independentemente de tudo é impossível não se apaixonar pelo deboche de Brás, não sofrer pelo emplasto, não rir da sua vida amorosa e não comparar os valores dele com os seus.

    6 curtidas

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    4.3 / 49
    • 5 estrelas53%
    • 4 estrelas31%
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    Joaquim Maria Machado de Assis profile picture

    Joaquim Maria Machado de Assis

    Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis. Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Joaquim Maria Machado de Assis