Uma amostra edgy dos anos 2000
DMZ #9 mostra o lado da guerra dos adversários. Os retrata como possíveis injustiçados, e que os EUA seriam na verdade os vilões. O final dessa parte tem uma boa reviravolta. Global Frequency #1 é realmente escrito em um ritmo de seriado de ação, com dinamismo e uma fluência boa no diálogo. Fica sempre no superficial, e parece sempre ser uma história curta de uma antologia, e não duas dezenas de páginas. Os conceitos de ficção científicas são delírios de Ellis baseados em alguma coisa que ele leu. A tal organização misteriosa sempre fica nas sombras, com pouco sendo revelado sobre eles. Y: The Last Man #2 começa com um diálogo entre Yorick e uma ex-modelo gari de cadáveres. As falas são jogadas apenas para informar o leitor, e soam muito artificiais, mesmo naquele contexto surreal. Descobrimos como a sucessão presidencial chegou até uma secretária da pasta de agricultura. O protagonista faz piadas com sexo em duas ocasiões diferentes. Uma possibilidade de um anel mágico ser o responsável pela sobrevivência do Yorick é jogada no ar. Hellblazer #156 conclui o arco "Boas intenções". A grande reviravolta foi dupla, pois não teve nada sobrenatural: a cidade era doente, e a Rose tratou de tentar justificar tudo por meio do poder da união e o pretexto pífio de que algo precisava de ser feito. Constantine foi um coadjuvante por quase todo o arco, e toda a trama poderia muito bem ser integrante de um título autoral da editora Image, com poucas alterações feitas. O John está longe de ser um paladino moral, mas toda a argumentação a favor do Dickie é patética.
