Shocking value
Y: The Last Man #4 adota o estilo "road movie" com Yorick e 355. Com piadas de gosto duvidoso e diversas referências à cultura pop. Que não estão datadas, demonstrando a estagnação cultural dos nossos tempos. O diálogo é simplesmente jogado, saltando drasticamente conforme a necessidade do roteirista. Chamar as tais Amazonas de "feminazi" seria clichê demais. É irônico notar como elas possuem comportamentos masculinos, mesmo afirmando que odeiam tudo o que não é feminino. O gancho final é muito intrigante. Y: The Last Man #5 mostra que a Hero está em um tipo de culto maluco. Daquele que promete um paraíso, só que antes tem um "interlúdio" que é temporário. Na prática, lembra os soviéticos com a "ditadura do proletariado", que sempre estava por vir. Ou dos patriotas do Brasil que deveriam aguardar apenas mais 72 horas. A tal dra. Albieri que clonou o sobrinho perdeu o laboratório principal, e o trio está em um tipo de encruzilhada. O gancho final foi interessante. Global Frequency #4 tem como adversário uns "techbros" que são adeptos extremos do pós-humanismo. Parece que o Ellis tentou parodiar alguns conceitos malucos do Morrison. Tanto o policial aborígene quanto a moça inglesa (que é uma Jenny Sparks da Shopee) parecem ter a mesma personalidade, a julgar pelas frases de efeito. É um pouco do "efeito Authority", onde todo mundo é cool, desbocado e radicalmente legal. Tem blefe tecnológico da "Oráculo genérica", com os tais pulsos mágicos que desativariam um detonador de controle remoto. E tem também um blefe de bombas acionadas pela ausência de batimentos elétricos. Todo mundo querendo pagar de esperto, e usando o "technobubble" de sempre. Hellblazer #158 funciona como uma história de terror. Tem a nevasca que serve como isolamento, e tem o bar como único cenário da trama. Aos poucos, os participantes são apresentados. Tem a primeira morte, e a aparente constatação que um deles é um assassino. Essa aura de mistério é muito bem apresentada.
