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    No Rastro de Chet Baker - Um Caso de Evan Horne

    Chet Baker

    Jorge Zahar
    2002
    268 páginas
    8h 56m
    ISBN-10: 8571106916
    Português Brasileiro
    4.1
    47 avaliações
    Leram68Lendo2Querem34Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos5Desejados34Avaliaram47

    A morte de Chet Baker, ao cair da janela de um hotel em Amsterdã em 1988, é até hoje mal esclarecida. Acidente, suicídio ou assassinato? Em turnê na Europa, o pianista de jazz e dublê de detetive Evan Horne vai parar exatamente no mesmo hotel, de onde seu amigo Ace Buffington misteriosamente desaparece. Sem querer, Horne se vê agora envolvido numa trama perigosa que o obriga a reviver os últimos dias do trompetista americano: para encontrar o colega, terá de seguir o rastro de Chet Baker.

    Resenhas (4)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1102/06/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Leia o livro e ouça os CDs

    Evan Horne é um pianista de jazz que também é detetive. Nem tanto por vontade própria, mas porque os amigos vez ou outra lhe pedem ajuda. Fazia pouco havia desvendado um caso de falsas fitas (tapes) atribuídas ao trompetista Clifford Brown. Agora está prestes a se envolver, sem querer, com ninguém menos que o cultuado trompetista e vocalista Chet Baker (Chesney Henry Baker Jr., 1929-1988). Onze anos depois de sua morte. Chet teria caído da janela do Prins Hendrik Hotel, em Amsterdã, em 13 de maio de 1988. Caiu, pulou ou foi empurrado, não se sabe ao certo (sabe-se que ele andava chapadão naqueles dias, consumindo muita droga; não à toa tinha escolhido tocar na cidade). Ao mesmo tempo, Evan tenta entender o misterioso sumiço do amigo e pesquisador musical Ace Buffington, que já estava em Amsterdã colhendo dados acerca da morte de Chet para um livro. Pelas características do desaparecimento de Ace, a polícia não acredita que algo de grave lhe tenha acontecido. Mas Amsterdã, apesar de segura, também é uma cidade habitada por marginais (um ex-marginal curiosamente se chama Van Gogh) e traficantes de drogas e Evan Horne, mesmo desaconselhado pelas autoridades policiais, resolve descobrir o paradeiro do pesquisador, o que aconteceu com ele. Entre uma e outra busca, vai tocando num clube de jazz da cidade, fazendo duo com o trompetista americano Fletcher Paige (também um personagem, não um músico de verdade; músicos de verdade são citados a toda hora, como Stan Getz, Billie Holiday, Gerry Mulligan, etc.). E a coisa toda vai rolando assim, como se estivéssemos numa jam session. Só aparentemente, claro. Bem, este livro não é exatamente um policial tradicional, talvez fosse mais um policial musical, se isso existisse – e fico imaginando um audiobook contendo na trilha sonora todas as músicas que são mencionadas (somente biscoitos finos para nossos ouvidos). Ninguém morre nesta história, pois Chet Baker já está morto há muito tempo, apenas os personagens passam alguns sustos e, no entanto, é uma leitura que prende bastante a atenção. Justamente por ter como cenário o ambiente dos clubes de jazz europeus, músicos importantes do gênero como personagens secundários e também a cena jazzística de Amsterdã, uma cidade deliciosa, mesmo para quem não aprecia drogas. Um fã de romances policiais genuínos talvez não vá gostar do livro e se espante por eu ter dado 5 estrelas. Mas não tem como ser menos que isso, já que sou fã de jazz, especialmente de Chet Baker e outros músicos citados aqui. No final do livro há uma discografia selecionada do trompetista. Ah, sim, o autor Bill Moody é baterista de jazz, disc jóquei e crítico de música. Entende do riscado, sobretudo do chiado. (Lido entre 02 e 13/10/2011)

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 47
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Chesney Henry Baker Jr. profile picture

    Chesney Henry Baker Jr.

    Chesney Henry Baker Jr., mais conhecido como Chet Baker, foi um dos maiores artistas de jazz da história. Nascido em Yale, Oklahoma (Estados Unidos), Baker morreu em Amsterdã, em 1988, aos 58 anos de idade. Até hoje, ele é considerado um dos músicos mais influentes do estilo cool jazz. Foi com a ajuda de outra lenda do jazz, Charlie 'Bird' Park, que Chet começou a ganhar notoriedade, em 1951. Porém, seu grande sucesso, My Funny Valentine, foi lançado com a banda de Gerry Mulligan, em 1952. Seu estilo para canto, com uma voz quase sussurrada, foi considerado por alguns críticos uma grande influência para músicos brasileiros que ajudaram a formar a Bossa Nova, como são os casos de João Gilberto e Carlos Lyra. Entretanto, a vida de Chet não foi apenas de glórias. Pelo contrário, teve muitos capítulos tristes, de envolvimento com drogas. Chet era dependente de heroína e teve diversos problemas com a polícia, sendo preso mais de uma vez. Até hoje sua morte é um mistério, pois Chet despencou de uma janela do hotel em que estava, em Amsterdã. Muitos não sabem dizer se foi um suícidio ou acidente. Porém, o que ficou na história foi sua forma de cantar e tocar trompete, levandro críticos e fãs a considerá-lo um dos artistas com mais sentimento da história do jazz.

    7 Livros
    0 Seguidor
    Oklahoma, Estados Unidos

    Chesney Henry Baker Jr.