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    What I Did -

    Jason

    Fantagraphic Books
    2010
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-10: 160699414X
    4
    2 avaliações
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    Like Pocket Full of Rain and Other Stories (2008), this fat, handsome hardcover collects some of the droll Norwegian-French graphic novelist’s earlier work. While all the pieces postdate the time when Jason decided to give the long, lean characters in his stories dog, bird, and cat heads, these tales are less fantastic, less parodic, and more poignant than his later stories; some ambulatory skeletons and corpses presage later obsessions, but they’re creatures of the protagonists’ fearful and guilty consciences rather than “real.” “Hey, Wait . . .” and “Sshhhh!” are sad life stories, one of a man haunted by the death of a childhood friend for which he feels responsible, the other wordlessly follows an ordinary guy from young manhood to death, full of the protagonist’s fantasies of alternative scenarios in which he wins instead of loses. “The Iron Wagon,” an adaptation of a classic Norwegian crime novel, is the grimmest, starkest thing Jason has ever done, as powerful as a dark Ingmar Bergman film, despite those animal heads. --Ray Olson

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    Jackson Guedes Moura picture
    Jackson Guedes Moura25/02/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Silêncio e minimalismo

    Já há algum tempo venho reparando em alguns trabalhos do quadrinista norueguês Jason que são lançados sem muito alarde pela Fantagraphics Books, especialmente quando vou engordar minha sempre-crescente wishlist da Amazon. Os livros do cara são sempre modestos – finos, em geral têm 48 páginas – e as histórias têm sempre textos e diálogos enxutos, o que é possível descobrir com a ajuda do bem-vindo recurso look inside, que aliás, deveria ser definitivamente adotado pelas livrarias nacionais. Pois bem, finalmente neste mês tive a oportunidade de empreender a primeira leitura de uma de suas obras, na verdade uma compilação recém lançada (o que me incentivou a fazer a compra, dada a relação custo-benefício se comparando às versões originais, muito curtas): What I Did. O volume reúne três álbuns/histórias anteriormente lançados: Hey, wait…, Sshhhh! e The Iron Wagon, essa, há muito esgotada. Todas são excelentes a começar pela primeira e mais tocante das três. Hey, wait! é uma história curta dividida em duas partes: a primeira trata da amizade entre dois garotos, subitamente interrompida por uma fatalidade estúpida; a segunda parte mostra a vida adulta de um dos personagens. A escassez de diálogos e o desenho minimalista só aumentam o efeito devastador do conto que trata, em sua essência, do vazio, da perda, da vida desperdiçada. Um fato curioso na obra de Jason é que os personagens são representados como animais antropomorfizados: cachorros, coelhos e pássaros o que confere um pouco de humor às histórias, na maioria das vezes um humor sombrio, que rende no máximo um sorriso de canto de boca. Não há gargalhadas em nenhuma das histórias de What I Did. O segundo conto é uma silent performance: a vida de um homem (aqui um homem com cabeça de pássaro) acompanhada desde o nascimento até a morte em capítulos curtos, sem diálogo algum. O título, Sshhhh!, é bastante apropriado. A terceira é a que mais destoa das impressões intimistas e minimalistas das anteriores. The Iron Wagon é a adaptação de um romance policial norueguês, escrito em 1909. Ao contrário do registro P&B dos dois primeiros terços do livro, a trama é a única colorida, mas ainda assim, modestamente; apenas duas cores. Apesar de ser uma adaptação, Jason consegue sem esforço imprimir sua personalidade ao enredo. Pouco antes de ler What I Did, cheguei a procurar por referências e resenhas e encontrei pouca coisa. No Brasil, menos ainda. O pior é que não há sinal de que sua obra será lançada aqui. Uma pena. Jason é um artista que merece um olhar mais atento.

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    John Arne Sæterøy  profile picture

    John Arne Sæterøy

    Jason nasceu em Molde e teve seu trabalho publicado pela primeira vez em 1981 na revista de quadrinhos norueguês KonK, ao qual ele contribuiu com várias histórias curtas durante sua vida útil. Em 1989, foi admitido na Academia Nacional das Artes da Noruega, onde estudou design gráfico e ilustração. Ele ganhou o prêmio Norwegian Comics Association em 1991 pelo pequeno trabalho pervo. Em 1995, Jason publicou sua primeira novela gráfica, Lomma full av regn (Pocket Full of Rain), pela qual ganhou o Sproing Award. Em 1997, ele começou a fazer Mjau Mjau, um quadrinhos semi-regular com nada além de seus próprios trabalhos. Em 2001, ele recebeu mais uma vez Sproing, desta vez para Mjau Mjau 10. Desde 2002, Jason se concentrou em fazer romances gráficos. Jason viveu na Dinamarca, na Bélgica, nos EUA e na França. Desde 2007, Jason vive em Montpellier e suas recentes novelas gráficas foram inicialmente publicadas em francês. À medida que a exposição de Jason aumentou, seus quadrinhos foram publicados fora da Noruega, na Suécia, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia, Rússia, Eslováquia, Espanha, Suíça e os EUA. Sua editora americana é Fantagraphics.

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    John Arne Sæterøy