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    Limite Branco -

    Caio Fernando Abreu

    Agir
    2007
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9788522007561
    Português Brasileiro
    4
    857 avaliações
    Leram1542Lendo94Querem1369Relendo5Abandonos50Resenhas67
    Favoritos112Desejados1369Avaliaram857

    Escrito em 1967 e publicado pela primeira vez em 1970, o primeiro romance de Caio Fernando Abreu já antecipava as angústias que dominariam toda sua obra posterior. De construção perfeita, intensa sinceridade e verdade pessoal. Limite branco se caracteriza pelo pleno domínio da expressão que sempre esteve na base do trabalho do autor. Um relançamento imperdível para aqueles que gostam de ler um bom romance.

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    Resenhas (67)Ver mais
    Arsenio Meira picture
    Arsenio Meira20/06/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    PASSOS INICIAIS

    Li o romance de estreia do Caio F., simultaneamente ao livro (póstumo) A VIDA GRITANDO NOS CANTOS, que reúne suas crônicas desde o ano 86 até o ano de sua morte. Para quem, apesar de já ter na sacola uma boa bagagem de leitura, não conhecia Caio F., melhor cartão de visitas não poderia haver. Romance de formação, de uma angústia tão palpável que chega a doer na pele, LIMITE BRANCO foi escrito por Caio, mal este completara 19 anos. Subjetivo, intimista, o romance nos apresenta Maurício, cuja voz ainda adolescente reconstrói com uma nitidez lânguida e ao mesmo tempo exata, as próprias aflições, descobertas, descaminhos, desencontros, e encontros. Suas reminiscências, o revoar da memória, o prazer descoberto, o day after compõem um mosaico que aprisiona. São "partículas elementares" que capturam o olhar do leitor. Alguém dirá (com razão), que são inquietações comuns, inerentes de quem ainda não fincou os pés na maturidade. Mas o difícil mesmo é transpô-las para o papel como o escritor gaúcho fez. Foi o começo de Caio F., e inegável a influência de Clarice Lispector em Caio, mas não é só isso que o define. O que define LIMITE BRANCO, enquanto obra legítima de um escritor até então iniciante, é a certeza de que ele já sabia muito bem o que queria fazer com as letras, não obstante suas incertezas; sua consciência de que poderia transformar palavras em partículas sonoras, irmanadas pelo ânimo capaz de construir uma razão para a máxima de Lispector: "perder-se também é um caminho."

    33 curtidas

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    Avaliações

    4 / 857
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas37%
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    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
    Caio Fernando Loureiro de Abreu  profile picture

    Caio Fernando Loureiro de Abreu

    Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. <br /><br />No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo. <br /><br />Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais. <br /><br />Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha. <br /><br />Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad. <br /><br />Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

    51 Livros
    1.849 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Caio Fernando Loureiro de Abreu