Tributo ao Poeta/ organizador, Biblioteca Nacional de Brasília (BNB); autores, Anderson Braga Horta - [et al.]; apresentação, José Roberto Arruda, Silvestre Gorgulho; prefácio, Antonio Miranda. - Brasília ; Biblioteca Nacional de Brasília, 2008. 224p., Thesaurus editora. A excelente coletânea de ensaios e poesias apresentadas nas edições do programa Tributo ao Poeta da Biblioteca Nacional de Brasília - BNB, gentilmente cedida por Antônio Miranda (veja postagem anterior - Antônio Miranda e outros) homenageia (nove tributos) aos poetas no período de 2007 e 2008: Anderson Braga Horta Carlos Vogt Cassiano Nunes Fernando Mendes Vianna João Cabral de Melo Neto Joaquim Cardoso José Godoy Garcia José Santiago Naud Marly de Oliveira Conferencistas desta edição: Antônio Miranda, Anderson Braga Horta, Joaõ Carlos Taveira, José Jeronymo Rivera, Lauro Moreira, Maria de Jesús Evangelista (Majú), Marisa Lajolo, Salomão Sousa e Sylvia Cyntrão marca a inauguração do prédio em 2006 da Biblioteca Nacional de Brasília, após anos de sua idealização (desde os remontes da construção da cidade de Brasília). Tributo ao Poeta escrito com a vocação de unir através da poesia pessoas, democratizar a informação e formar novos leitores, pois já dizia Drummond "São tristes as coisas consideradas sem ênfase". Assim a BNB (biblioteca Nacional de Brasília) se constitui um centro de inclusão digital, com uma plataforma tecnológica avançada para garantir acessibilidade ilimitada a seus estoques informacionais e para orientar leitores e pesquisadores para otros acervos correlatos em bibliotecas brasileiras e estrangeiras (nossa, ficou parecendo propaganda). É definitivamente um projeto de inserção cultural na cidade, projetando Brasília em cenário internacional. A leitura dos poemas foi feita por atores e poetas locais: Angélica Torres, Antonio MIranda, Iris Soares, João Carlos Taveira, Julianny Mucury, Salomão Sousa e Cláucia Oliveira.
Tributo ao Poeta -
Biblioteca Nacional de Brasília, org.
Tributo ao Poeta, org. Biblioteca Nacional de Brasília
DO QUE OS PÁSSAROS MAIS GOSTAM A segunda coisa que os pássaros mais gostam é voar; a terceira é do céu e da terra onde moram e mais precisamente das árvores que são suas casas; a quarta é a presença um do outro nos dias e nas noites, assim os machos com as fêmeas com seus machos. A quinta coisa, o alimento. A sétima, a lua. A oitava, a procura do pouso para dormir. A nona, dormir. A décima, acordar de manhã. E a primeira? Ah, não se pode esquecer do que mais gostam, que é de serem pássaros. (José Gody da Silva) Tributo ao Poeta/ organizador, Biblioteca Nacional de Brasília (BNB); autores, Anderson Braga Horta - [et al.]; apresentação, José Roberto Arruda, Silvestre Gorgulho; prefácio, Antonio Miranda. - Brasília ; Biblioteca Nacional de Brasília, 2008. 224p., Thesaurus editora. A excelente coletânea de ensaios e poesias apresentadas nas edições do programa Tributo ao Poeta da Biblioteca Nacional de Brasília - BNB, gentilmente cedida por Antônio Miranda (veja postagem anterior - Antônio Miranda e outros) homenageia (nove tributos) aos poetas no período de 2007 e 2008: 1. Anderson Braga Horta mineiro de Carangola, que passou por diversas cidades antes de radicar-se definitivamente em Brasília; filho de poetas; prêmio Jabuti e um dos representates mais significativos da poesia de Brasília foi apresentado por José Jeronymo Rivera, seu parceiro de tradução e amigo desde a juventude. 2. Carlos Vogt poeta paulista com notável trajetória acadêmica e administrativa (como reitor da Unicamp e diretor da Fapesp), poeta com obra vasta e conhecida, mereceu um estudo da Dra. Marisa Lajolo, vinda especialmente de São Paulo, com o patrocínio da Fundação Conrado Wessel para apresentar o autor. 3. Cassiano Nunes, o mestre de todos, figura querida e cortejada. À época do tributo estava hospitalizado e veio a falecer em seguida, para tristeza dos amigos e admiradores. Paulista, pesquisador da obra de Monteiro Lobato, teve o perfil elaborado pela Dra. Maria de Jesús Evangelista (Majú), biógrafa do autor. 4. Fernando Mendes Vianna, carioca radicado em Brasília desde os tempos pioneiros, que goza de um prestígio internacional inegável, com traduções de sua obra poética e outros idiomas. A homenagem póstuma, com a presença da família, ocorreu pouco tempo depois de sua morte, cujo texto foi encomendado ao também poeta Anderson Braga Horta. 5. João Cabral de Melo Neto , foi apresentado por Antonio Miranda, aproveitando um ensaio de sua autoria sobre a vertente metapoética do grande poeta pernambucano, tornado célebre pela encenação de sua obra Morte e Vida Severina e de uma produção poética muito pessoal já consagrada em termos internacionais. 6. Joaquim Cardozo, poeta pernambucano e engenheiro (responsável pelos cálculos das edificações de Oscar Niemeyer no período JK), é outra figura de reconhecimento sem fronteiras, em análise competente da Dra. Sylvia Cyntrão, do Departamento de Teoria Literária da Universidade de Brasília. 7. José Godoy Garcia, o polêmico poeta goiano radicado em Brasília, falecido recentemente, mereceu uma homenagem do poeta Salomão Sousa, estudioso de sua obra engajada e crítica em questões políticas e culturais. 8. José Santiago Naud, gaúcho também pioneiro da cidade, e um dos fundadores dos cursos de literatura da Universidade de Brasília, com carreira internacional em centros de estudos brasileiros em diversos países hispano-americanos, é o segundo homenageado, com apresentação do poeta João Carlos Taveira. 9. Marly de Oliveira, poetisa e musa, reconhecida por poetas universais como Ungaretti, foi apresentada pelo Embaixador Lauro Moreira, nosso representante junto à Comunidade de Nações de Língua Portuguesa, em Portugal. Na ocasião, a famíia doou o acervo bibliográfico da autora para a Biblioteca Nacional de Brasília. Conferencistas desta edição: Antônio Miranda, Anderson Braga Horta, Joaõ Carlos Taveira, José Jeronymo Rivera, Lauro Moreira, Maria de Jesús Evangelista (Majú), Marisa Lajolo, Salomão Sousa e Sylvia Cyntrão marca a inauguração do prédio em 2006 da Biblioteca Nacional de Brasília, após anos de sua idealização (desde os remontes da construção da cidade de Brasília). Tributo ao Poeta escrito com a vocação de unir através da poesia pessoas, democratizar a informação e formar novos leitores, pois já dizia Drummond "São tristes as coisas consideradas sem ênfase". Assim a BNB (biblioteca Nacional de Brasília) se constitui um centro de inclusão digital, com uma plataforma tecnológica avançada para garantir acessibilidade ilimitada a seus estoques informacionais e para orientar leitores e pesquisadores para otros acervos correlatos em bibliotecas brasileiras e estrangeiras (nossa, ficou parecendo propaganda). É definitivamente um projeto de inserção cultural na cidade, projetando Brasília em cenário internacional. A leitura dos poemas foi feita por atores e poetas locais: Angélica Torres, Antonio MIranda, Iris Soares, João Carlos Taveira, Julianny Mucury, Salomão Sousa e Cláucia Oliveira. COMO NOS CHAMARÁ O HOMEM Como nos chamará o Homem que há de vir, O Homem, que em nosso sêmen mal se antecipa? Pitencantropo? Piteco? Como nos chamará aos que vivemos no beco entre o Paredón e o Mito, o Muro e o Cogumelo, entre o Big Stick e a Foice-e-Martelo? Quando sairemos da pré-história do Homem? (Sairemos?) E como - no expurgo, no esputinique, na barbicha do beatnik? Como? - nos altos escalões? nos galões? nos galeões? Em outras palavras: Que restará de nós no Homem? Fósseis absurdos - que herança no sague? Os ritmos marciais da escolta? um batuque surdo de revolta? o dedo duro, a marcha sem requebro, ou os pandeiros ágeis da favela? a depressão no alto da favela? o garbo da farda verde, azul, amarela? Ou uma luz paisana, luz nua, cordial, que, por luz, não dimana do quartel. Mas, antes, que se fará do sonho do Homem, que se consome num chão de baionetas! (Anderson Braga Horta)
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