Krabat é um adolescente muito, muito humilde. Embora o príncipe da época em que se passa essa história tivesse proibido por lei a mendicância, ele inicia a sua jornada como um pedinte, mas muda de vida após receber um convite inusitado: Morar em um moinho muito suspeito com outros onze rapazes, também de origem humilde igual a dele. O convite é feito por um suposto benfeitor, que administra o moinho e chefia todos os trabalhos prestados no local. Seu nome verdadeiro não é citado em nenhum momento, é apenas referido como "mestre".
Cemitérios abandonados, corvos, troca peles, vultos na neblina, sonhos, pesadelos, profundo silêncio e escuridão. O cenário amistoso vai ganhando aspectos sombrios e Krabat logo percebe que se meteu em uma furada. Que nunca se tratou de um convite, mas sim de um sequestro. Que aquele cativeiro disfarçado de lar não é lugar seguro para se viver nem acordado, nem sonhando. Trata-se de um jogo difícil de escapar, que envolve magia negra e pactos satânicos. Uma história cercada de mistérios, onde quem pergunta demais, paga um preço caro pela curiosidade.
Embora seja um livro escrito para o público juvenil, é no coração dos adultos que essa fantasia dark vai atingir com mais força. Quem é fã do gênero vai gostar muito.