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    Menina Morta-Viva -

    Elizabeth Scott

    Underworld
    2011
    172 páginas
    5h 44m
    ISBN-13: 9788564025134
    Português Brasileiro
    3.9
    830 avaliações
    Leram1140Lendo13Querem1845Relendo0Abandonos18Resenhas81
    Favoritos111Desejados1845Avaliaram830

    Era uma vez, eu era uma menininha que desapareceu. Era uma vez, o meu nome não era Alice. Era uma vez, eu não sabia como tinha sorte. Quando Alice tinha dez anos, Ray levou-a de sua família, seus amigos, de sua vida. Ela aprendeu a desistir de todo poder para suportar toda a dor. Ela esperou que o pesadelo acabasse. Alice agora tem quinze e Ray ainda a mantem com ele, mas ele fala mais e mais da sua morte. Ele não sabe que isso é o que ela anseia. Ela não sabe que ele tem algo mais assustador do que a morte em mente para ela. Esta é a história de Alice. É uma que você nunca ouviu falar, e que você nunca, jamais esquecerá.

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    Natália Alexandre03/03/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    www.meninadabahia.com.br

    Sei o que dizem os contos de fadas, mas estão mentindo. Contos são exatamente isso, sabe. Mentiras. Pág. 57 Era uma vez uma garotinha, Alice. Todas eram Alice. As Alices queridinhas do Ray. Era uma vez uma garotinha, ela não estava morta, nem estava viva. Sua voz não era ouvida, todos a olhavam, mas ninguém realmente a via. Ela não queria ser queridinha, ela queria ser livre. E apenas deixar de ser uma menina morta-viva. Alice tinha quase 10 anos quando foi seqüestrada pelo Ray. Ela era uma garotinha forte, nunca chorava, até conhecê-lo. E ela a transformar numa quase mulher, num quase ninguém. Cinco anos sendo abusada, física e psicologicamente. 'Comece a se desculpar agora, ele diz, e empurra minha cabeça em seu colo. Enfia os dedos com força em meu ombro. Odeio o Ray. O pensamento surge como a dor e fica latejando, gritando. Odeio, odeio, odeio. Tinha me esquecido de quanto doem os sentimentos.1 Pág. 143 Ela era sua garotinha, não podia crescer. Quando começou a crescer e seu corpo mudar, foi obrigada a uma rígida dieta, para não crescer, não ganhar peso. Passava fome, usava roupas e sapatos apertados. Era obrigada a tomar pílulas para não menstruar, nunca. Tinha que ir religiosamente à depiladora. Ela não poderia parecer uma mulher, tinha que ser eternamente a garotinha do Ray, senão... Senão os moradores da Daisy Lane, n° 623, iriam conhecer a ira dele. Ela não poderia deixá-los morrer. E sabe o que é mais engraçado? Sempre acham que a culpa é minha, pensa Alice. Como se fosse fácil fugir e denunciá-lo. Ela sabia o que acontecera com a Alice anterior e seus pais. E ela não podia deixar o mesmo acontecer com sua família. Ela precisava encontrar uma nova Alice, uma garotinha linda, forte, como ela fora um dia. Ensiná-la a fazer como Ray gostava e assim, finalmente, ser livre. O que mais a incomodava era: Ray não a matava e também não a deixava livre. Ela vivia num mundo de nada, vegetando, uma marionete nas mãos de um doente. Às vezes sonhava com a faca da cozinha, dilacerando-a, acabando com seu tormento. Era um sonho feliz. Menina Morta-Viva, de Elizabeth Scott (Underworld, 169 páginas, R$ 39,90), me deixou perplexa, angustiada, deprimida. Ela tem o dom de descrever certas barbaridades de um jeito único. Você sente na pele o horror imposto à Alice. Ficamos chocadas, sufocadas. E o pior de tudo, choramos porque sabemos que como a Alice do livro, há milhões de outras Alices que sofrem o mesmo abuso. Alices reprimidas, mudas de medo. Denunciar é fácil para quem está de fora. A vítima do medo nunca irá denunciar. Scott é de uma rara sensibilidade, a leitura é dura, mas escrita de maneira genial. O livro mexeu comigo e vai mexer com todos que lerem. É simplesmente impossível ficar apático diante de tanta maldade. Ray é o verdadeiro lobo em pele de cordeiro. Recomendo. Adoro, P.S, como já repararam. Então lá vai mais um: P.S.: Capa lindona, né? Achei super bem-feita; depois que terminei o livro e fui olhar pra ela... foi agustiante. Só digo isso.

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    3.9 / 830
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    • 1 estrelas3%
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    Elizabeth Scott

    Elizabeth Scott was born in 1972, and grew up in Southern Virginia. She currently lives just outside Washington, DC with her husband and dog.

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    Elizabeth Scott