A leitura desta obra, além de apresentar uma fotografia dos primeiros e dos últimos estudos geolingüísticos, pode servir de incentivo a pesquisadores das demais regiões, onde ainda não se formaram equipes voltadas à descrição da fala regional, para que venham somar conosco os esforços rumo à coleta e à descrição da multiplicidade dialetal da língua portuguesa falada no Brasil, pois como tão bem explicitou Gaston Paris (apud CUNHA, 1986): se não podemos impedir a flora de nossos campos de perecer em face da cultura que a substitui, devemos antes que ela desapareça totalmente, recolher com cuidado seus espécimes, descrevê-los e classificá-los piedosamente num grande herbário nacional.
