Devorando o Vizinho: uma História do Canibalismo -

    Daniel Diehl

    Editora Globo
    2007
    344 páginas
    11h 28m
    ISBN-13: 9788525043467
    Português Brasileiro

    O livro conta, assim, as várias histórias dos diversos canibalismos, dividindo-os em dois grandes grupos: os que envolvem religião, rituais e ritos mágicos, classificados como canibalismo cultural (Parte Um), e os que envolvem indivíduos ocidentais, classificados como casos de estudo (Parte Dois). Mas como, tratando-se de um assunto que é a própria definição da palavra tabu, não poderia deixar de haver a respeito muita ficção (no sentido lato), o livro abre com um capítulo intitulado: Uma palavra de prevenção: canibalismo em mitos, lendas, folclore e ficção. Para fechar com um capítulo cujo título indigesto, que é: Uma onda crescente de comedores de carne? O futuro do canibalismo. É inevitável dizer que se trata de um tema saboroso: mesmo porque não há quem não tenha, alguma vez na vida, se perguntado sobre o sabor da carne humana. Mas o livro é saboroso também no sentido de apresentar os diversos sabores de várias culturas que praticaram o canibalismo. Assim como o sabor amargo (e tão assustador quanto fascinante) dos predadores sociais que o praticam entre nós. Pois a carne humana pode entrar para o cardápio por um sentido mágico e religioso (forma de absorver a coragem e a força dos inimigos ou a sabedoria e o humor dos amigos), porque a fome, a miséria ou a guerra não deixaram outra opção, ou como manifestação paroxística de poder na mente insaciável de um predador psicossexual. Misturando o rigor necessário (com fontes que vão da literatura antiga à arqueologia) ao humor possível, Daniel Diehl e Mark P. Donnelly apresentam, enfim, o cardápio completo sobre o tema, dos âmbitos cultural e antropológico ao âmbito criminal, em que deixaram marca profunda os mais famosos e infames canibais ocidentais, à la Hannibal Lecter (incluindo, não por acaso, o caso real que inspirou o personagem).

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    Ana Cristina17/04/2009Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Fraco, na antropologia

    Apenas 10% do livro apresenta o canibalismo na visão antropológica. O pouco que é apresentado somente relata alguns casos de canibalismo na África, China, Brasil, entre outros, relacionando-o com cultura e religião, mas bem superficialmente, o que decepcionou muito. Os outros 90% do livro servem para contar com riquezas de detalhes nauseantes os crimes cometidos por assassinos canibais. Apesar de ler o livro todo, não gostei, talvez por preconceito pelo tema e por esperar que a ênfase seria a antropologia.

    1 curtida

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