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    Angélica -

    Lygia Bojunga

    Casa Lygia Bojunga
    2004
    155 páginas
    5h 10m
    ISBN-10: 8589020061
    Português Brasileiro
    4
    627 avaliações
    Leram1123Lendo72Querem331Relendo2Abandonos11Resenhas74
    Favoritos35Desejados331Avaliaram627

    Quando você não quer mais ser o que você é - dá pra mudar de pele? Quando você não se conforma com o jeito que a sua família vive - dá pra mudar o jeito? E quando você não arranja emprego - dá pra inventar um? Se você tem que vender um pedaço de você mesmo pra sobreviver - dá pra ficar de bom humor? E se você fica velho e sozinho no mundo - dá pra dar a volta por cima? Os personagens que levantam estas dúvidas (e outras mais) se encontram aqui neste livro. Juntos, criam uma peça de teatro chamada Angélica. A criatividade faz de cada um deles um ser mais feliz.

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    Polly Moraes29/01/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Angélica: nunca subestime um livro infatojuvenil (#093)

    Devo começar essa impressão literária confessando a minha desprezível substima para com Angélica. Sim, meu caro, cometi esse erro trivial que todos nós, meros mortais leitores, vamos cometer um dia na vida: achar que um livro infatojuvenil não tem muito o que passar a quem já passou dos 12 (logo eu, formada com eles). Eu não poderia estar mais enganada. Angélica é um livro incrível, cheio de reflexões importantes tanto para baixinhos quanto altinhos. Angélica conta a história de um porquinho, cheio de prazer de viver, que depois de sofrer bullying dos amigos da escola por ser um porco, ou seja, ele mesmo, resolve mudar de identidade e esconder quem é de verdade. A identidade escolhida para ser assumida é Porto, o lugar mais lindo de todos em sua opinião. O, então agora, Porto vai tentar ser feliz outra vez, mas a gente sabe que não é possível, né? Quando não podemos ser o que somos, felicidade é coisa impossível de acontecer. Nesse processo, Porto vai conhecer a cegonha Angélica, que vai ajudá-lo a se descobrir e não sentir vergonha de quem é. Angélica, que deixou família, casa, tudo, simplesmente por que não conseguia viver de hipocrisia, é o oposto de Porto quando o assunto é olhar para si mesma. Angélica não aceita fingir ser o que não é para ser aceita por todo mundo. Ela está pouco se importando com os outros. Ela que viver a verdade, quer viver de verdade. Também vamos conhecendo outros personagens como o elefante idoso, o jacaré mais que machista (tem nem nome para aquilo de tão machista que é) e a família translocada de Angélica. Cada um nos oferece uma oportunidade para refletir sobre algo importante, como bullying, aceitação de si mesmo, machismo, vulnerabilidade social, hipocrisia. Tudo isso, enquanto Angélica e Porto montam uma peça que conta a história dela e de sua família maluca, cuja apresentação (vou logo falando) é o ponto alto do livro. Enfim, Angélica, com certeza, está entre minhas leituras preferidas dos últimos meses. Ideal para dar de presente para aquela criança que já começou a ler com mais habilidade, porque esse é um daqueles livros para marcar a infância da pessoa, sabe? Ele é divertido, mas sem deixar de trazer uma mensagem importante, uma reflexão necessária para formar leitores e cidadãos mais críticos. Mas, você que já é adulto não deixa de aproveitar a oportunidade e leia esse espetáculo de livro que é Angélica!

    36 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 627
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    Lygia Bojunga Nunes profile picture

    Lygia Bojunga Nunes

    Iniciou a sua vida profissional como atriz, tendo-se dedicado ao rádio e ao teatro, até voltar-se para a literatura. Com a obra Os colegas (1972) conquistou um público que se solidificou com Angélica (1975), A casa da madrinha (1978), Corda bamba (1979), O sofá estampado (1980) e A bolsa amarela (1981). Por estes livros recebeu, em 1982, recebeu o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio literário infantil, uma espécie de Prêmio Nobel da literatura infantil. O prêmio foi concedido pela International Board on Books for Young People, filiada à UNESCO. Os colegas já antes havia conquistado o primeiro lugar no Concurso de Literatura Infantil do Instituto Nacional do Livro (INL), em 1971, com ilustrações do desenhista Gian Calvi.

    29 Livros
    469 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Lygia Bojunga Nunes