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    A Retirada da Laguna -

    Visconde de Taunay

    Martin Claret
    2003
    270 páginas
    9h 0m
    ISBN-13: 9788572326230
    Português Brasileiro
    3.4
    89 avaliações
    Leram170Lendo80Querem209Relendo1Abandonos8Resenhas9
    Favoritos0Desejados209Avaliaram89

    Neste livro escrito originalmente em francês, o Visconde de Taunay (1843-99) narra um episódio da Guerra do Paraguai, considerada a mais sangrenta da América do Sul. Uma pequena coluna brasileira é enviada ao sul de Mato Grosso para repelir dali o inimigo. Sem munição, cavalos e víveres, ousa uma incursão ao território paraguaio, mas é logo obrigada a retroceder, enfrentando todo tipo de obstáculo - o maior deles, uma epidemia de cólera. Dos 1680 homens que invadiram o Paraguai, apenas setecentos voltaram vivos para o Brasil.

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    Clio picture
    Clio11/05/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A Guerra do Paraguai é um dos eventos mais polêmicos da História do Brasil e ler qualquer relato sobre aquele acontecimento deveria ser obrigatória na grade. A obra de Taunay, primeiramente escrita em francês, revela não apenas a parte política que é a mais documentada nos textos escolares, mas também a situação das mulheres e crianças que acompanharam as tropas brasileiras. Como relato de apenas uma das frentes, a Retirada da Laguna refere-se aos problemas enfrentados principalmente pela epidemia de cólera que assolou as tropas. O autor não poupou palavras para descrever a situação e o texto rápido dá uma profunda ideia da urgência e desolação que os combatentes sentiam. Recomendo.

    81 curtidas

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    3.4 / 89
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas6%
    Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay profile picture

    Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay

    Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay, primeiro e único visconde de Taunay, (Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1843 — Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1899) foi um nobre, escritor, músico, artista plástico, professor, engenheiro militar, político, historiador e sociólogo brasileiro. Família e educação Alfredo Taunay nasceu em uma família aristocrática de origem francesa no Rio de Janeiro. Seu pai, Félix Emílio Taunay, era pintor, professor e diretor da Academia Imperial de Belas Artes e seu avô paterno foi o conceituado Nicolas-Antoine Taunay. Sua mãe, Gabriela Hermínia Robert d'Escragnolle Taunay, fora uma dama da alta sociedade brasileira e era irmã do barão d'Escragnolle e filha do conde d'Escragnolle. Após obter seu bacharelado em literatura no Colégio Pedro II em 1858, aos quinze anos de idade, Taunay estudou Física e Matemática no Colégio Militar do Rio de Janeiro, tornando-se bacharel em Matemática e Ciências Naturais em 1863. Casou-se com Cristina Teixeira Leite, filha do barão de Vassouras, neta do primeiro barão de Itambé e sobrinha-neta do barão de Aiuruoca. Seu filho foi o historiador Afonso d'Escragnolle Taunay, membro-fundador da Academia Brasileira de Letras. Guerra do Paraguai e carreira política Taunay lutou na Guerra do Paraguai como engenheiro militar, de 1864 a 1870. Desta experiência surgiu seu livro A Retirada da Laguna, de 1869. Após seu retorno ao Rio de Janeiro, Taunay lecionou no Colégio Militar e iniciou simultaneamente sua carreira como político do Segundo Império. Atingiu o posto de major em 1875. Foi eleito para a Câmara dos Deputados pela província de Goiás em 1872, cargo para o qual seria reeleito três anos mais tarde. No dia 26 de abril de 1876, foi nomeado presidente da província de Santa Catarina. Assumiu o cargo de 7 de junho de 1876 a 2 de janeiro de 1877, quando o passou ao vice-presidente Hermínio Francisco do Espírito Santo, que presidiu a província por apenas um dia. Em 1 de janeiro de 1877, durante seu mandato como presidente, ele havia inaugurado, no Largo do Palácio, atual Praça Quinze de Novembro, o monumento aos heróis catarinenses da Guerra do Paraguai. Inconformado com a queda do Partido Conservador, Taunay retirou-se da vida política em 1878, deixando o país para estudar, durante dois anos, na Europa. Em 1881 é eleito deputado pela província de Santa Catarina e, em 1885, nomeado presidente da província do Paraná. Em Curitiba, foi um dos responsáveis pela criação do primeiro parque da cidade, o Passeio Público, inaugurado em 2 de maio de 1886 (véspera do dia da entrega do cargo).[1]. Exerceu tal cargo até 3 de maio de 1886. Neste ano, torna-se senador por Santa Catarina, tendo sido escolhido de uma lista tríplice pelo Imperador em 6 de setembro de 1886, sucedendo Jesuíno Lamego da Costa. Recebeu o título nobiliárquico de visconde de Taunay de D. Pedro II em 6 de setembro de 1889. Com a proclamação da República naquele mesmo ano, Taunay deixou a política para sempre. Carreira literária e artística Crítico das influências da literatura francesa, Taunay buscava promover a arte brasileira no exterior. No dia 21 de agosto de 1883 propõe à câmara dos deputados a autorização de uma soma para a realização de uma sinfonia por Leopoldo Miguez em Paris, nos Concerts-Collone. Anteriormente fora responsável pela promoção de Carlos Gomes no exterior. Taunay foi um autor prolífico, produzindo ficção, sociologia, música (compondo e tocando) e história. Na ficção, a obra Inocência é considerada pelos críticos como seu melhor livro. Faleceu diabético no dia 25 de janeiro de 1899. Foi oficial da Imperial Ordem da Rosa e cavaleiro das imperiais ordens de São Bento de Avis e de Cristo. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, criou a Cadeira n.° 13, que tem como patrono Francisco Otaviano. Obras * A Campanha da Cordilheira, 1869 * La Retraite de Laguna, 1871 (em francês, traduzido como "A retirada da Laguna") * Inocência, romance, 1872 * Lágrimas do Coração. Manuscrito de uma Mulher, romance, 1873 * Ouro sobre Azul, romance, 1875 * Estudos críticos, 2 vols., 1881 e 1883 * Amélia Smith, drama, 1886 * No Declínio, romance, 1889 * O Encilhamento, romance, 1894 * Reminiscências, memórias, 1908 (póstumo)

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay