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    Urgência e Ruptura -

    Consuelo de Castro

    Perspectiva
    1989
    586 páginas
    19h 32m
    ISBN-10: 8527300257
    Português Brasileiro
    3.7
    3 avaliações
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    A história e o teatro brasileiro marcaram em 1968, entre vários outros, um encontro dramatúrgico. Este encontro chamou-se Prova de Fogo. E quem entrava no fogo com esta peça não era apenas uma geração, mas também uma escritora, uma dramaturga, Consuelo de Castro. Desde então, manteve-se ela, com uma produção incessante, na linha de frente do teatro brasileiro contemporâneo. Aquilo que surpreendeu, de imediato, na jovem autora, com forte impacto sobre os que tiveram acesso ao texto proibido na época — e pode-se afirmar que este grupo incluía os melhores críticos do teatro nacional — manteve-se como uma marca fundamental desta escritora e de sua escritura dramática. Plenamente dramática no gênero e na intensidade ao rubro do dizer. Nada qualifica melhor o espírito deste teatro do que o próprio título que reúne, neste volume da Editora Perspectiva, as principais peças de Consuelo de Castro: URGÊNCIA E RUPTURA. Toda sua obra é uma explosão de existências humanas, capturadas no curso irrefreável de seus confrontos, nos momentos em que tudo nelas e em torno delas está se rompendo. Estes dois pólos de alta tensão, urgência e ruptura, conjugam-se, com a predominância de um ou de outro, nas duas fases em que até agora se desdobra a produção da autora. Tanto na primeira, desenvolvida sob o terror da arbitrariedade e da violência dos anos 70, quanto na segunda, em que a atmosfera começa a descarregar-se, o leitor-espectador vê-se, desde logo, em meio à tempestade dramática das vidas que se enfrentam no corpo a corpo de seu frustrar-se e desmoronar-se no sentido de suas existências. Idéias políticas, idéias sociais, amor, sexo, liberdade, realização pessoal, busca de si mesmo são os propulsores deste teatro em que a arte do diálogo moderno, direto, contundente se faz instrumento de um cenário de desnudamentos da alma, das convenções e das ilusões das criaturas. Algo da “Crueldade” de um Albee reponta constantemente nesta dramaturgia, numa busca, não de quem matou Virgínia Woolf, mas de quem mata a nossa pureza, a nossa generosidade, e as nossas esperanças encarnadas naqueles jovens, homens e mulheres, que nas provas de fogo deste país pagam o preço de seu desafio com a consumação de suas vidas, rápida ou lenta, aqui e agora. J. Guinsburg

    Resenhas (1)Ver mais
    Ludmila Oliveira picture
    Ludmila Oliveira13/03/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Fiquei impressionada com a escrita da Consuelo de Castro! Eu já li algumas peças teatrais, e nem todas tem esse magnetismo que faz com que você não consiga parar a leitura até finalizar a peça! Os diálogos são sensacionais e há sempre alguma crítica social ou política em cada uma de suas peças! O livro contém 8 peças da dramaturga, mas fiquei na curiosidade de ler outras obras dela. Recomendo muito!

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    Consuelo de Castro profile picture

    Consuelo de Castro

    Uma das mais premiadas do teatro no país, a dramaturga Consuelo de Castro estudou Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Lá, participou do movimento estudantil nos anos 1960, que inspirou “Prova de Fogo”, seu primeiro texto, de 1968, e que foi censurado pela ditadura. Sua segunda peça, “À Flor da Pele”, foi a primeira a ser encenada. A narrativa conta o embate ideológico e amoroso entre um intelectual de esquerda e uma estudante de teatro. Por ela, Consuelo recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT). Em 1975, com a peça "Caminho de Volta", ela voltou a ganhar o prêmio da APCT e também levou o prêmio Molière, um dos principais do teatro. O texto foi levado ao palco por por Fernando Peixoto. Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2016/06/dramaturga-consuelo-de-castro-morre-aos-70-anos.html

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    Minas Gerais, Brasil

    Consuelo de Castro