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    Fado alexandrino -

    António Lobo Antunes

    Rocco
    2002
    608 páginas
    20h 16m
    ISBN-13: 9788532513175
    Português
    4.2
    19 avaliações
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    Um grupo de ex-militares reúne-se num jantar com o ex-comandante de um batalhão expedicionário em Moçambique e à mesa relembra dez anos sobre si mesmo e sobre o Portugal de antes, durante e após a Revolução dos Cravos. As lembranças dos cinco evocam as disputas políticas e militares em Angola, as dificuldades no retorno a Lisboa, a guerra e suas terríveis conseqüências, as relações profissionais, familiares e sociais. Através deste enredo, António Lobo Antunes compõe um retrato da sociedade portuguesa que abrange dez anos, de 1972 a 1982.

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    Doney Corteletti Stinguel22/12/2013Resenhou um livro
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    Lista de Livros: Fado Alexandrino – António Lobo Antunes

    “Queria sair da boate antes de amanhecer, meu capitão, porque não há nada pior no mundo do que a cara de uma put*a à luz do dia.” * “O céu protege os parvos como nós.” * “E comentou a dona Elisa: o senhor brigadeiro não acha que o que há de mais natural é a gente fartar-se de um homem?” * “A atitude típica dos pequeno-burgueses, segredou-me o oficial de transmissões. O terror de perder os privilégios que os impede de agir.” * “– A gente à procura, ao menos com os filhos, de uma relação sincera, queixou-se o alferes, e sempre mentiras, sempre rodeios, sempre evasivas, sempre aldrabices, sempre bocejos maçados, sempre amabilidades condescendentes, sempre soslaios distraídos. Como quer que eu acredite que não estamos sempre sozinhos, meu capitão?” * “A democracia serve pra gente se desenrascar.” * Mais em:

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    António Lobo Antunes

    António Lobo Antunes nasceu em 1942, em Lisboa, na zona de Benfica, onde cresceu. É o mais velho de seis irmãos. Licenciou-se na Faculdade de Medicina, em Lisboa, carreira que afirmou ter seguido por acaso. Já aos 13 anos queria ser escritor. Especializou-se em psiquiatria por nela achar semelhanças com a literatura. Parte de sua experiência clínica foi praticada em Angola, durante a Guerra Colonial, depois do que retornou a Portugal. No que concerne à política, apenas uma vez foi militante da APU (1980). No entanto, em relação à questão do poder, manteve-se um pouco distanciado, talvez por formação, herança do pai, anarquista. Foi sensivelmente a partir de 1985 que Lobo Antunes passou a se dedicar quase exclusivamente ao ofício da escrita. Os temas abordados em suas primeiras obras são a Guerra Colonial, a morte, a solidão, a frustração de viver/não amar. Tem três filhas: uma de 27, outra de 25 e outra de 15. Embora dedique a vida à escrita, costuma ir muitas vezes ao hospital. Sobre a escrita, Lobo Antunes diz: "Eu escrevo livros para corrigir os anteriores. E ainda tenho muito para corrigir". A sociedade urbana da média burguesia é a mais retratada em seus livros, uma vez que esta sociedade caracterizou o seu ambiente familiar. Deste modo, o autor tem necessidade de partir de uma base real para a criação de suas obras. Segundo o autor, suas principais influências foram os cinemas norte-americano e italiano, os andamentos da música e também alguns escritores que o encantaram na adolescência, como Céline, Hemingway, Sartre, Camus, Malraux, Júlio Verne e Emilio Salgari, acrescidos mais tarde com a descoberta primeiro de Simenon e, depois, dos russos Tolstoi e Tchekov.

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    António Lobo Antunes