Segunda-feira de luto tem como protagonista Temperance Brennan, uma arqueóloga forense que traça o perfil de pessoas através de seus ossos - leia-se: restos mortais - para auxiliar investigações policiais.
A segunda do título acontece quando Temperance é chamada para fazer a identicação de 3 ossadas encontradas enterradas no porão de uma pizzaria. Apesar de um dos policiais responsáveis pelo caso, achar que os ossos estão ali desde o século passado, Temperance tem a intuição de que as mortes são recentes e de que se deve fazer uma investigação mais rigída.
Esse é o mote do livro, tinha tudo para ser um excelente livro, mas a história tem seus altos e baixos, pois a narração em primeira pessoa é muito descritiva e isso dá um tom muito lento à leitura, que só tem seus bons momentos nas partes de mais ação da história. Por ser narrado em primeira pessoa, é normal o livro ser descritivo, mas achei esse em excesso, o que desistimula a leitura. Pensei em abandonar o livro, mas como sou fã do gênero, a curiosidade em saber como se concluiria a investigação e os porquês do assassino e de sua vida, falou mais alto e conclui a leitura. Não me arrependo. A leitura vale a pena, só tem esses pormenores, é preciso ter paciência para superar essas características do livro.
Outra impressão que tive da leitura foi um certo toque de arrogância da escritora, talvez por ela ser realmente uma antropóloga, há horas em que o livro se mostra muito acadêmico e em outras parece ter a intenção de chocar o leitor. Nâo sei se essa foi uma característica pensada pela autora propositalmente para a personagem, mas isso dá um tom um pouco artificial à leitura, como se uma determinada palavra não combinasse com o resto do texto.
A série Bones é inspirada na série de livros da autora e a personagem desses livros é que dá vida à protagonista da série. Mas quem faz a leitura pensando em encontrar a Dra. Temperance da série Bones, irá se decepcionar, e muito! São duas personagens complemente diferentes. A Tempe do livro é uma mulher com mais de 40, uma filha já na faculdade, divorciada e muito bem resolvida. Acho que por ter assistido primeiro a série, senti um pouco de antipatia pela Tempe literária.
Não sei se é um mal de livros que viram séries, mas, ao contrário de livros que viram filmes, as séries costumam ser melhores. Digo isso embasada apenas nas experiências que tenho com Segunda-feira de luto/Bones e Dexter.
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