"Três Meses no Século 81" é obra do escritor e jornalista brasileiro Jeronymo Monteiro, também conhecido como o pai da ficção científica do Brasil, à qual eu dei nota 5 estrelas e favoritei.
Quem nunca pensou em viajar no tempo, seja ao passado ou ao futuro para investigar um pouco do que há além das barreiras do tempo, ou mudar algum momento do qual se arrependa de que tenha acontecido? Mas será que você já pensou em como seria possível fazer essa viagem no tempo?
De acordo com a maioria das ficções científicas por aí afora, espera-se a criação de algum tipo de máquina ou equipamento eletrônico capaz de alcançar a 4ª Dimensão, conhecida como a dimensão do tempo, o que permitiria que o ser humano viajasse para frente ou para trás, mas Jeronymo Monteiro traz uma noção inédita, baseada no princípio da metapsíquica, de que todos os seres humanos teriam já intrínsecos a si, essa capacidade de viajar no tempo, com o devido auxílio da mediunidade. E aí? O que você acha?
Mas não é essa teoria inovadora garantiu nota máxima de minha parte, mas, sim, a previsão pessimista que o autor tem do futuro da humanidade, assim como o universo espetacular (e nada impossível), que Monteiro consegue projetar em sua história, em que o jornalista Campos desafia a teoria do grande H.G. Wells (que é, inclusive um personagem dessa trama).
Prepare-se para repensar os seus conceitos sobre revolução, amor, paz, poder e sobre o que carateriza o ser humano, como tal. Esse livro vai te fazer, literalmente, viajar ao século 81 e ansiar por mais... muito mais!
"Três Meses no Século 81" é uma obra curta em tamanho, contando com suas poucas 186 páginas, mas gigante em reflexão. Apesar de este ser um livro excessivamente descritivo em alguns momentos e conter diversos erros gramaticais no decorrer de suas linhas, carecendo de uma boa revisão, peço que deem chance à história para se desenvolver, pois estou certo de que curtirão bastante sua conclusão.
"Pelo amor, pela natureza, pela vida!", já diriam os marcinianos.