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    Deuses Americanos -

    Neil Gaiman

    Conrad
    2011
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788576164609
    Português Brasileiro
    4.1
    16160 avaliações
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    Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e alucinógena que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, mantendo seu estilo picante de enredo e a narrativa perspicaz adotados desde Sandman. Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro - e, ao mesmo tempo, de dentro para fora - da alma e espiritualidade dos Estados Unidos e do povo americano: suas obssessões por dinheiro e poder, a miscigenada herança religiosa e suas conseqüências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.

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    Andreia Santana picture
    Andreia Santana31/03/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O inverno enlouquece os deuses

    Dizem que nossas leituras nos mudam. Talvez a mudança não dure para sempre. Só o tempo de viajar em outro livro. O que me fascina na leitura, desde criança, é essa capacidade de viver várias vidas dentro de uma só. Lendo Deuses Americanos, me senti um pouco Shadow, o ex-presidiário que percorre as estradas dos EUA buscando a si mesmo; Laura, a esposa de Shadow, transformada em morta-viva por obra de uma magia antiga; Odin o pai de todos, o deus que não faz concessões; Czernobog, cinzento no inverno e dourado na primavera. Difícil não perceber cada um deles dentro de mim. Mais difícil ainda largar o livro após o ponto final, mesmo que tenha outro na fila. Leitores compulsivos e dotados de muita imaginação, por mais que acumulem camadas de leitura por cima de camadas de leitura, como o gelo sobre o lago de Lakeside, sempre guardam resíduos. Estou impregnada por frases, por diálogos inteiros, por reflexões sobre esse mundo mitológico recriado por Gaiman, em que deuses são homens como nós, se arrependem (alguns pelo menos) e morrem. Deuses tão antigos quanto a Terra duelam com os novos (a cultura pop, as drogas psicodélicas, a mídia, as celebridades de 15 minutos de fama). Vencedores e perdedores? Ora um lado, ora o outro. A balança precisa se manter equilibrada. No fim das contas, a conclusão é que não somos o brinquedo dos deuses, eles não interferem no nosso destino. Nós os criamos, eles existem porque nós queremos. Somos nós os deuses. Não é á toa que os gregos atribuiram a cada criatura mágica do seu panteão uma fraqueza humana.

    265 curtidas

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