Inventário do inútil -

    Elias José

    Civilização Brasileira
    1978
    166 páginas
    5h 32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    "Em 'Inventário do inútil', Elias José conta a história de um homem que decide realizar um exame de consciência em extensão, minúcia e profundidade. Aldo Rosas Solnado, rebento de uma família de tradição, gente de estirpe, dona de terras, dá um balanço rigoroso do que foi, é e -talvez - venha a ser. (...) Impõe-se a si mesmo a tarefa de reerguer o que for possível de um passado e fazer a ata do presente, daquilo que lhe pareça digno de atenção e análise. Quer mostrar sua verdadeira face, diferente das que lhe deram. Mas o romance de Elias José não é a narrativa de um homem extasiado na contemplação do próprio umbigo. E não é, tampouco, um livro parado, monótono, de ritmo em câmara lenta. É, isso sim, um drama sofrido, que salta de dentro do indivíduo para se integrar num todo mais amplo - o plano do humano em conjunção com o social. Não se dirige, de modo algum, aos acomodados. O inventário de Solnado não serve 'para quem acertou seus ponteiros com tudo que aí está e afatou do corpo qualquer angústia'. Solnado é um homem que se vomita e vomita nos que se adaptam à pequena e mesquinha felicidade pessoal. 'Inventário do inútil' espantará os cordeiros mansos, afeitos ao redil e à espera, inconscientes fatalistas, da hora de seguir para o matadouro. Ou talvez vá despertá-los para uma vida mais digna de ser vivida." (Mário da Silva Brito)

    Resenhas (1)Ver mais
    Maria Rita Leopoldo picture
    Maria Rita Leopoldo12/02/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    ....

    Me identifiquei com os personagens com a história até com as brigas. Parecia que eu estava me lendo em alto e bom som, parecia uma dolorosa poesia escrita sobre mim, não chorei, não amei e não surtei. Foi tão real quanto eu poderia imaginar... Não sou poeta nem pintor, não sou músico nem criador, sou apenas fascinada pelo horror, arte e vigor. Sou apenas a que chamam de esquisita e isolada, que é fascinada e curiosa pela criação e as extraordinárias regalias da vida. Minha autoria Se os olhos que me olhas, são os mesmos que me julgam, encima de tua cabeça encontra-te teu juiz. Maria Rita

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