Pastores também são gente – mesmo quando se esquecem disto. A última pessoa de quem se espera ouvir falar de crise pessoal é o pastor. A imagem que se forjou do sacerdote em séculos de história cristã aponta para uma figura praticamente imaculada, imune a vacilações, tão sólida em suas estruturas internas quanto o próprio Cristo. Na prática, porém, suas fragilidades se revelam – às vezes, em episódios cruciais para seu ministério. Em certo momento da vida, o pastor Eugene Peterson passou por este conflito. Descobriu que, ao contrário do que pensava, sua identidade como “crente” e sua vocação como “pastor” não andavam necessariamente de mãos dadas. Viu-se diante do que chamou “grande abismo”, numa alusão a Lucas 16:26. E foi naquele momento que clamou a Deus e redescobriu a espiritualidade própria do chamado que recebera. A vocação espiritual do pastor, publicado anteriormente pela United Press sob o título À sombra da planta imprevisível, é o relato dessa experiência decisiva, que Peterson compartilha a partir de uma reflexão sobre a personalidade de Jonas e a contenda que travou com sua vocação. Com a autoridade adquirida em anos de prática e uma bagagem acadêmica considerável, Peterson desconstrói mitos e resgata a essência do chamado pastoral, abordando questões que envolvem o labor ministerial e a espiritualidade toda própria que ele pressupõe.
A vocação espiritual do pastor -
Eugene Peterson
Ministério Pastoral
Este livro nos da uma idéia bem clara do que Peterson que nos transmitir, ele apresenta a situação do ministério pastoral deste século 21 que tem sido bombardeado pela psicologia moderna, ela tem tornado pastores piedosos em pastores psicólogos. E quando alguém vai ao pastor não esta procurando um psicólogo e sim um conselho, um homem de Deus que ira o orientar pela Palavra de Deus. Peterson mostra que a espiritualidade esta sendo perdida pela maioria dos pastores hoje. Isto tudo por causa destas influências externas do mundo, que tem se introduzido na Igreja. Ele passou por essa experiência de ter um ministério frio e sem propósito por muitos anos até encontrar o caminho de volta ao ministério pastoral autêntico. Em seu primeiro capítulo ele apresenta a história de Jonas que queria fugir de presença do Senhor e mostrou os muitos motivos pelos quais nos tentamos fugir da presença do Senhor principalmente por causa do nosso orgulho e falta de confiança no Senhor. Ele fala também do perigo de ser líder e mestre a responsabilidade de que ensinamos e fazemos cai sobre o líder. Mas o pastor que tiver errado em sua caminhada querendo muitas vezes fugir para Társis, tem que esta feliz em continuar sua caminhada, pois assim como o Senhor usou Jonas apesar da sua desobediência ele o abençoou e o usou para salvar vidas. Para que a glória fosse do Senhor sempre. Eugene nos leva a ter em mente que nos momentos difíceis de tempestade o segredo pala ser salvo é a oração, pois mesmo Jonas não querendo orar, ele foi repreendido pelos próprios ímpios a buscar seu Deus. A oração não pode ser negligenciada na vida de um pastor e sim ter uma vida de oração e comunhão com o Pai seguindo suas orientações. O autor citou algo interessante que João Calvino disse: que o coração humano e uma eficiente fábrica de ídolos. Ele fala sobre os ídolos que queremos muitas vezes colocar no lugar de Deus. e Deus usa a barriga da baleia para tirar estes ídolos do coração de Jonas que orou uma oração de salmos com louvor e ação de graças ao invés de lamento. Os salmos são uma escola de como orar corretamente ao Senhor sem querer os nossos próprios interesses. A oração é nossa atividade mais fundamental de dependência de Deus. Nínive foi o local onde Deus queria que Jonas pregasse a sua Palavra, um local difícil e desafiador. A vida do pastor na Igreja também não é fácil, pois vai ser levado muitas vezes a cair para o lado da vida mais fácil e agradável com um Deus superficial, mas o desejo do Senhor é que o pastor seja firme em pregar a verdade de sua Palavra doa a quem doer nos plantamos e ele é quem dá o crescimento. No último capítulo do livro Eugene Peterson mostra a importância de retornar sempre a dependência do Senhor apesar das nossas lutas e decepções que acontecem no ministério, Deus sempre nos da uma oportunidade de começar de novo. Ele é fiel. Nem que Ele tenha que nos repreender como fez com Jonas secando a planta que fazia sombra para ele. Dando uma lição ao seu coração orgulhoso e insensível. O ministério pastoral é dado pelo Senhor ele é quem nos chama e nos da às ferramentas certas para esta maravilhosa obra de dirigir o povo de Deus e ensinar a Sua Palavra. Pequenos pastores, grandes responsabilidades.
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