Mosaico de Histórias - Uma antologia do conto europeu

    Munira H. Mutran

    Humanitas
    2004
    229 páginas
    7h 38m
    ISBN-10: 8598292095
    Português Brasileiro

    A ampliação da União Européia é um feito de grande importância. Com a população de 450 milhões de pessoas, os países que participam da União são responsáveis por uma significativa proporção do comércio mundial. Essa ampliação veio ainda acompanhada de uma grande integração entre os países participantes. A forma e o processo por meio dos quais essa união ocorreu servem como um modelo novo e positivo de integração internacional.

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    Henrique Luiz Fendrich23/06/2019Resenhou um livro
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    Interessante, mas desigual

    Essa é uma interessante, mas muito desigual coletânea de contos. Dela fazem parte contistas de todos os países que, pouco tempo antes da publicação do livro, haviam formado a União Europeia. Alguns dos países mereceram dois contos, sem nenhuma justificativa visível para isso. Temos contos que vão desde o medieval Boccaccio, representando a Itália, até a modernosa Tanja Dückers, pela Alemanha. Talvez fosse mais interessante juntar escritores modernos de todos os países. O livro também me pareceu bem desigual em relação à qualidade dos contos, pois muitos não caíram no meu gosto pessoal e houve até um que resolvi abandonar no meio. Entretanto, há ali também “O horla”, do Maupassant, em sua primeira versão, que é também a que eu mais gosto, e há esse extraordinário Karel Capek, com “O poeta”, como bons exemplos dos contos excelentes do livro. Tive também algumas boas surpresas, como foi o caso da irlandesa Mary Lavin, com “O fundo da terra e o fundo do mar”, um conto que parece que vai arrebentar de tanta poesia concentrada, e de duas maravilhosas suecas, Anna-Karin Palm (“O quarto da Anna”) e Inger Ederfeldt (“Verão”), contos bastante “ambientais” e existenciais, cheios daquela beleza que somente os escritores escandinavos são capazes de colocar na escrita. Outro bom momento vem com o português João de Melo, também contemporâneo, e o seu “O vinho”, um conto bastante machadiano, e do qual eu só não gostei mais porque fiquei com o desejo de que fosse estendido em um trabalho maior. Também as considerações do holandês Cees Nooteboom em “O rapto da Europa” são interessantes, mas está bem claro que não se trata de um conto, e sim um ensaio, ainda que com certas liberdades. Dos demais, não houve quem me chamasse muito a atenção, à exceção daqueles que me chamaram a atenção por causa da grande dificuldade que tive em lê-los, principalmente o inglês Bill Broady e o seu conto “Na neblina”.

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