como bem afirma o tradutor Luciano Maia, em uma nota apos os poemas, a poesia do romeno Sorescu tem um que de didática.
Tem um jeito de prosa e por vezes ele me traz Mario Quintana 'a cabeça, embora sejam poeta bem diferentes. Quintana tinha uma doçura e nostalgia que Sorescu não apresenta. Este e' melancólico, mas de uma forma cínica, como de quem aceita sua condição humana limitada.
Sao bons poemas, em quase cada um deles vc consegue extrair uns trechos lindos, como estes>
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"e o coração, o coração, inefável unha, crescida na carne!"
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"Vou tomar um cafe preto, talvez,
da tua mão.
Gosto que to o saibas fazer amargo."
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"Olha, tu es cortado ao meio>
dum lado tu,
do outro lado o teu nome"