Crítica a sociologia brasileira
Li esse livro como bibliografia acadêmica. Guerreiro trás questões que para época (anos 50) eram bem inovadoras, como por exemplo a patologia da branquitude (o Brasil se acredita branco e europeizado, mas não é.) o livro defende que a maioria do Brasil é mestiço e quem não o é, virá a ser. Porém também tem proposições não tão aceitas na sociologia atual, como por exemplo a democracia racial que ele propõe, porque não admite as discriminações brasileiras para com negros, já que acredita que o Brasil é uma massa toda mestiça. Além disso faz contribuições para a sociologia brasileira no sentido de: propor uma nova epistemologia do pensar sociológico brasileiro, em que critica autores que não produzem nada original e somente copiam teorias prontas do que vem de fora (Europa e EUA) e propõe uma adaptação das teorias à realidade brasileira. Apesar de ser importante para época e para pensar a branquitude no Brasil (por mais que ele não use esse termo), o autor ainda está condicionado ao seu tempo histórico e comete várias "gafes" que hoje são bem criticadas. Porém ainda sim é importante para a história do pensamento sociológico e pensamento negro no Brasil.



