Gênero literário e jornalístico essencialmente brasileiro, a crônica não vem sendo estudada como merece. Professores de comunicação se ressentem da falta de mais publicações, que os limita a discutir os nomes já conhecidos. Pensando nisso, e em fechar um ciclo em seu trabalho profissional, a jornalista e escritora Clara Arreguy organizou uma coletânea de crônicas escritas por ela e publicadas nos jornais onde trabalhou – Estado de Minas, de Belo Horizonte, entre 1987 e 2004, e Correio Braziliense, de Brasília, entre 2004 e 2009. Catraca inoperante reúne 41 crônicas em 96 páginas. Os textos tratam dos assuntos corriqueiros no gênero, comentários poéticos ou bem-humorados sobre o dia a dia, sobre questões da mulher, da cidade, da cultura. Personagens e fatos de maior ou menor importância, vistos pelo olhar da jornalista que se permite a poesia. Estão ali o desabafo de uma sem carro, o homem do bom-dia, a flamenguista que virou cruzeirense, os mendigos da rua onde a autora morava na infância. Com prefácio do romancista (e igualmente cronista) Moacyr Scliar, morto em fevereiro, Catraca inoperante presta também homenagem aos ilustradores. Seis deles produziram trabalhos para Clara Arreguy: Ziraldo, Son Salvador, Alexandre Coelho, Caio Gomez, Mário Arreguy e Paulo Fatal. Dessa forma, a capa do livro sai em seis versões diferentes, à escolha do leitor.
Catraca inoperante -
Clara Arreguy
Outubro Edições
2010
95 páginas
3h 10m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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