O arquipélago (O tempo e o vento #3) - Vol. 2

    Érico Veríssimo

    Ed. Globo
    1997
    305 páginas
    10h 10m
    ISBN-10: 8525002763
    Português Brasileiro

    A revolução de 23 chega ao fim e o Rio Grande do Sul é pacificado, mas por pouco tempo. Guarnições militares das Missões se rebelam e Toríbio, o irmão mais velho de Rodrigo, une-se a elas na formação de uma coluna revolucionária que tem "um ilustre desconhecido" à frente, um certo capitão Luiz Carlos Prestes... A trilogia O tempo e o vento, que inaugura o relançamento da obra completa de Erico Verissimo pela Companhia das Letras, é a saga mais famosa da literatura brasileira. São cento e cinqüenta anos da história do Rio Grande do Sul e do Brasil que o escritor compôs em três partes - O Continente, O Retrato e O arquipélago -, publicadas entre 1949 e 1962. O arquipélago, última parte da trilogia, encerra a história da família Terra Cambará. O Brasil, o Rio Grande do Sul e Santa Fé se modernizam, e não cabem mais nos planos das oligarquias tradicionais. Os Cambarás retiram o apoio ao governo e aderem à revolução libertadora em 1923, ao lado dos arquiinimigos maragatos. No fim do conflito, guarnições militares das Missões se rebelam e Toríbio, o irmão mais velho de Rodrigo, une-se a elas na formação da coluna revolucionária liderada por Luiz Carlos Prestes. Na cidade fictícia de Santa Fé, a família Terra Cambará é abalada por novos conflitos: Toríbio rompe com o irmão e Sílvia, a amada do escritor Floriano, revela seu mundo num diário surpreendente. Tudo converge para uma encruzilhada de tempos e memórias: o doutor Rodrigo tem um acerto de contas definitivo com o filho, Floriano, que começa a escrever o grande romance de sua vida.

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    Clio22/07/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O segundo volume de O Arquipélago nos afunda nos dilemas de Floriano, sejam eles de seguir em frente ou de permancer com a família e sua depressão ao ver a desagregação familiar. Supõem-se que essa é a forma de Verissimo de revelar um estágio de transição, como o próprio título diz, Floriano e seus familiares são ilhas de um mesmo grupo que têm extrema dificuldade de comunicação. A alusão a frase de Morus "Nenhum homem é uma ilha" é constantemente verificada ora pela reclusão dos personagens, ora pela influência que exercem uns sobre os outros. Há mais destaque ainda para a Revolução Federalista e para o período Vargas - vale lembra que a literatura do sudeste é cheia de obras sobre e relacionadas, mas ver algo escrito e ambientado no Rio Grande Sul traz uma nova perspectiva.

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