Já no início, nos deparamos com coisas novas. Coisas muito novas. Expressões e lugares que a princípio embolam na nossa cabeça, não há como. Mas poucas páginas depois, telapuros são telapuros, imanes são imanes e bélis são bélis. O mapa lá atrás também contribui para entendimento geral.
A linguagem de Musashi é a que eu chamo de bela. Não sei descrevê-la, só como bela. Eu não consigo escrever assim, por mais que me esforce... E admiro quem consegue, muito! As descrições são exatas. Nem fracas, nem exaustivas e rapidamente você já se vê enfiado na vida de Téoder e seu filho Arion. E naquilo que causa a dor deles.
Eu sou curiosa DEMAIS, e a vontade de saber o que raios o pai fez me seguiu até lá no fim do livro – acho que foi por isso que li tão rápido xD e quando descobri, tive vontade de chorar! Arion, seu idiota, estúpido! Mas tá, sem spoilers.
A estória em si não é um romance infanto-juvenil como eu imaginei que fosse. De jeito nenhum! Os temas, apesar de as personagens serem adolescentes, são maduros. E eu não estou falado de putarias ¬¬” mas sim questões políticas, questões éticas, valores. Há batalhas, há mortes. Mas há amizades, há amores. Ideais, ilusões e desilusões. Ódio, crueldade. E sevaste, muito sevaste (eu amei as pedrinhas). Há tudo isso e mais um pouco, se for procurar bem.
Concluindo, é uma leitura marcante, com personagens cativantes. Só lendo mesmo para conhecê-los e julgá-los. E supor se são bons ou maus... Um conceito perdido, a meu ver.
Se a leitura é recomendada? Claro!
Kmila Zaoldyeck | Blog Thunder's Empire |
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Resenha de Phyreon Thrower (Alter ego da outra lá, mas não diga isso pra ele porque ele se ofende.)
O que eu tenho a dizer é que durante cem páginas achei que Arion era um enorme viadinho, mas mudei de idéia e depois retornei a ela, no final mudando de idéia novamente e concluindo que ele é só um moleque que não sabe nada da vida ainda. Tsc tsc tsc. E que ele não deveria ser assim por ter os alvos cabelos dos Thrower, digo, tuatas.
Já Téoder compartilha a minha enorme dor. *suspiro* Entendo-o de toda alma, apesar das circunstâncias serem outras. Ele tem minhas condolências e minha aprovação por comer a tal da deusa ter a tal da deusa sob suas mãos.
Sobre A Tal Da Deusa, sinceramente? Uma charlatona. Eu, como o deus que sou, nunca pedi sacrifícios em minha honra e nem tenho um reino – não mais, salientando bem. Claro que a criatura é imortal e gostosona --e anda semi-nua por aí. Aliás, eu gostei dos costumes de Catebete, deveriam ser aplicados aqui, se já não o são. Pervertido, eu? Jamais.-- , mas seu método de imortalidade não é abordado ainda e não é a Tese de Mestrado de Arthur. (AKA Illumina) Ainda tenho que saber do que se trata. Hm.
A última nota é: O béli de Porto da Vitória descobriu o Brasil e não um português.
Veredicto: aprovado. Joinha pra Eric Musashi.
Phyreon Thrower | Blog Thunder's Empire | Postagem original: http://thundersempire.blogspot.com/2011/11/resenha-dupla-2-os-herdeiros-dos-titas.html