Resenha Jam!! As Justiceiras
Devo ter comprado esse mangá na bienal de 2009 talvez, tem muito tempo, naquelas promoções de 3 por 10 sabe? JAM!! é um mangá de volume único que foi publicado pela Opera Graphica em 2002. Ele é bem aquele estilo de mangás anos 90, com uma pegada de comédia e ação. Temos duas protagonistas na história: Mina e Mairin. Elas são realmente bem diferentes uma da outra. Mina é mais porra louca e a Mairin segue mais a linha kawaii mesmo. As duas são detetives particulares e tem o seu próprio escritório, que é o Escritório de Investigações Inugami. O mangá conta algumas de suas missões de trabalho e acreditem, elas são chamadas para as coisas mais inusitadas, definitivamente não é nada que detetives comuns fariam. São histórias bem curtinhas e em alguns acabam sendo corridas até demais, mas dá para dar uma risadas. Ainda mais das coisas da Mina fala. Eu diria que ela é meio Yusuke Urameshi nesse ponto, ou melhor, Shizuru Kuwabara (irmã do Kuwabara). Quem assistiu Yuyu com certeza vai se identificar com as traduções que fizeram para driblar a censura. Então existem muito pérolas presentes aqui. As histórias vão desde uma missão de rua, a desativar uma bomba em uma festa, salva uma menina sequestrada, buscar um anel misterioso (esse que faz parte da família da Mairin) e até o dia-a-dia mesmo. Esse parte fica nas "extras", só para rir mais ainda. Um exemplo é quando elas vão almoçar num restaurante e uma das garçonetes diz que Mina está amaldiçoada. haha Tem um espírito em cada membro praticamente! Adoro (porque já li mais de uma vez né?) o jeito diferente entre as personagens, mesmo com poucas páginas a gente sabe bem sobre as personalidades. E essa diferença entre ambas é muito divertida e também as faz ter outras funções nas missões, elas se complementam muito bem. São shippáveis admito! Rola um Yuri ali, certeza! É um mangá para uma leitura descompromissada e que cura uma ressaca literária. Uma pena que por ser um mangá antigo, a qualidade dele é um pouco inferior, mas isso não interfere em nada na experiência de leitura.

